PASTORAL

Sala de Pastoral

PROPOSTA

De modo geral, nossas ações educativas correspondem a uma das três dimensões do NOR:

Ensino Religioso: aulas que fazem parte da grade de ensino de todas as séries;

Atividades Pastorais: oportunidades de vivência religiosa como celebrações, orações, encontros, etc;

Ações Missionárias: projetos concretos de intervenção social.

Como escola Católica, o Colégio Consolata existe para evangelizar. Em outras palavras, quer trazer o Evangelho para dentro da proposta Pedagógica e aceitar os desafios de uma caminhada educativa no seguimento de Jesus.
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6).

Evangelho é a pessoa de Jesus, sua vida e mensagem. Nele buscamos os referenciais para nossa vida e missão, do jeito do Bem-Aventurado Allamano e conforme as orientações da Igreja Católica Apostólica Romana.

MARCO OPERATIVO - MISTÉRIO DA VIDA


Naturalmente, "por questões éticas e religiosas, e pela própria natureza da escola, não é função dela propor aos educandos a adesão e vivência desses conhecimentos, enquanto princípios de conduta religiosa e confessional, já que esses são sempre propriedade de uma determinada religião" (PCN - Ens. Religioso, nº 1.3.1.) mas, incentiva a despertar valores religiosos e de vida coerentes.

Evangelho, de fato, tem a ver com a vida, a nossa e dos outros, a vida de Deus e de Jesus, a vida eterna e a na terra.

Refletir sobre a vida é refletir sobre o mistério. E, através do Ensino Religioso e da Pastoral, encontrar a chave para as grandes questões da vida humana: seu próprio sentido, os problemas do mal inevitável, da frustração e do fracasso, da justiça, da responsabilidade social e da convivência. E também, para os dilemas da vida: vida/morte, crescimento/perda, aprendizagem/esforço, liberdade/compromisso, direito/dever e do amor/ódio.

CONTEXTO REAL DA VIDA

Jesus olha, interpreta e revela a realidade de seu tempo: escândalo econômico (Jo2,13-22), o escândalo político (Mt 12, 1-8; 22, 15-22), o escândalo social (Jo 8,1-11; 10, 25-27) e o escândalo religioso (Jo 4,1).

O processo educativo na fé insere-se numa situação real de tempos e lugares, pessoas e acontecimentos, filosofias e religiões que nos afetam. A educação personalizada, tão distintiva da pedagogia allamaniana, situa-se nesta dimensão: contexto real da vida dos educandos, suas famílias, amigos, cultura, nível de desenvolvimento, religião...

A pluralidade das religiões é um dado patente e antigo. O diálogo ecumênico e religioso, porém, é um caminho novo. Quando se admite o pluralismo religioso, vê-se o valor e o peso das diferenças e o alcance de suas riquezas. O diálogo religioso só faz caminho quando nasce da plena fidelidade à própria tradição e do respeito à alteridade das outras tradições.

"O Ensino Religioso necessita cultivar a reverência, ressaltando pela alteridade que todos são irmãos. Só então a sociedade irá se conscientizando de que atingirá seus objetivos desarmando o espírito e se empenhando, com determinação, pelo entendimento mútuo" (PCN - Ens. Religioso, nº 1.2.2.). É o jeito de construir a Paz.

De nossa parte, devido à metodologia allamaniana, deveríamos falar, ao invés de evangelização, de inter-evangelização. De fato, além do testamento e anúncio de Jesus Cristo, há também a proposta daqueles cuja fé é diferente da nossa, mas que, nos valores mais autênticos de sua cultura, revelam a face de Cristo e a ação do Espírito que nos interpela. A Comunidade do Colégio Consolata evangeliza e, ao mesmo tempo, se deixa evangelizar.

EDUCAÇÃO CENTRADA NOS VALORES EVANGÉLICOS

Em Jesus encontramos os critérios norteadores para a construção de um ser humano ideal e de uma nova sociedade (Mt 5,1-13) e um exemplo concreto de humanização dos diversos olhares humanos: sensibilidade, solidariedade, diálogo, superação dos preconceitos (Jo 4, 1-26).

O Ensino religioso pode ajudar na construção dos valores que tem significação coletiva na comunidade, na superação das discriminações e preconceitos, e neste sentido, contribuir para uma educação inclusiva, em que todos (alunos, educadores e familiares) se sintam parte da comunidade escolar e social, responsáveis pela construção de uma sociedade mais justa e solidária.

"A escola não pode também hoje atingir seu objetivo sem estar atenta a certos valores que caracterizam a civilização de nosso tempo: o senso do coletivo e do universal, o desejo de justiça e paz, o respeito às pessoas e às categorias sociais menos desenvolvidas, a liberdade de consciência, o anseio de promoção, a força dos grupos e o interesse pela criatividade" (Estudos CNBB, nº 6, 2.3.3)

EDUCAÇÃO RELIGIOSA COMO AÇÃO PEDAGÓGICA POR EXCELÊNCIA

Na prática de Jesus de Nazaré encontramos o exemplo típico de uma ação pedagógica que interfere no processo de construção do conhecimento, nas mediações e que se mede nos frutos gerados: o trabalho em equipe (Mt 5, 13-16); o agente educativo (Lc 8, 4-8); avaliação interativa e auto-avaliação (Mt 7); conteúdo como meio (Jo 4,1-26); a dimensão celebrativa - a oração e a eucaristia como fontes alimentadoras da atitude interna que nasce do coração da pessoa (Lc 24, 13-35).

Não é fácil fazer educação com esta ótica, numa sociedade neuroticamente competitiva, onde a tirania de padrões de status e aparência estão em níveis alucinantes. Sabemos, porém, que se o educando não encontrar caminhos para direcionar esforços, potencializar dons e interagir de forma construtiva, cairá no desânimo e na frustração.

Eis porque a Educação Religiosa no Colégio Consolata pontua alguns aspectos.

DIMENSÃO CONTEMPLATIVA

"A percepção da Transcendência é tão fundamental para o desabrochamento e amadurecimento da pessoa, que não se pode justificar humanamente uma escola que descuide, ignore, despreze ou rejeite esta dimensão inalienável do ser humano" (Revista Diálogo, nº 13, ano IV, p. 13).

"A noção de transcendência traz para a realidade do dia-a-dia questões que podem controverter o 'simulacro' político, mercadológico, administrativo e estético tão em voga. Permite uma leitura mais crítica do político, do social e do religioso. Num tempo de perplexidade como o nosso, não é pouco" (Revista Diálogo, nº 14, ano IV, p. 09).

Na tradição bíblico-cristã, a nossa grande certeza reside no fato de que Deus, gratuitamente, nos atrai para si porque nos ama. E Deus é pessoal. "...o Pessoal inominável (Pai/Javé), o Deus feito corpo, história, cosmos, carne (Jesus Cristo) e o Deus alento, entusiasmo, esperança (Espírito Santo), como bem expressa Pe. Libânio.

Oportunizar, às crianças, adolescentes e jovens, de forma didática e contínua, a experiência de transcendência, de oração que brota da vida, é fundamental. Estes vivem num mundo dinâmico, estimulador e contraditório. A oração pode ajudá-los a cultivar o senso de identidade e dignidade, um espaço de "solidão" que é criativa e energizadora.

Experienciam desafios e possibilidades enormes. A oração pode ajudá-los a enfrentar as experiências negativas, usando-as como oportunidades de aprendizagem e crescimento.

A oração favorece, sem dúvida, o cultivo do amor fraterno e um sadio e comprometido jeito de relacionar-se consigo mesmo, com o outro e com a natureza. Allamano é enfático quanto à força transformadora de oração: "Realiza-se mais em quinze minutos, depois de ter rezado, que em duas horas sem oração". "A recusa à transcendência é trágica para o ser humano, pois o torna resignado em sua mediocridade" (PCN - Ens. Religioso, p. 21).

DIMENSÃO PROFÉTICA

Na busca consciente de realizar o Reino de Deus e sua justiça, somos hoje especialmente convocados à promoção da qualidade de vida existente. Isto implica na “reafirmação da vida humana e sua inviolabilidade” (cf. EV. 5) e, ao mesmo tempo, inclui o respeito e a preservação da integridade da criação, hoje ferida de morte em seu equilíbrio ecológico.

A lista de crimes e atentados contra a vida afirmados em Gaudium et Spes, nº 27 [1] , e outros específicos de nossa era exige nosso compromisso profético. Ser profeta, hoje, portanto, envolve duas experiências paradoxais, mas complementares: indignação ética e denúncia de tudo o que desrespeita a vida e reconhecimento e anúncio dos sinais, gestos e experiências de construção da vida.

A linguagem da possibilidade floresce no campo da dimensão profética. Isto é, diante dos desafios, somos chamados a buscar alternativas possíveis assumidas coletivamente. A solidariedade e o serviço voluntário são expressões desta atitude.

[1] "Tudo o que atenta contra a própria vida, como qualquer espécie de homicídios, o genocídio, o aborto, a eutanásia e o próprio suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, as torturas físicas ou morais e as tentativas de dominação psicológica; tudo o que ofende a dignidade humana, como as condições infra-humanas de vida, os encarceramentos arbitrários, as deportações, a escravidão, a prostituição, o mercado de mulheres e jovens e também as condições degradantes de trabalho, que reduzem os operários a meros instrumentos de lucro, sem respeitar-lhes a personalidade livre e responsável: todas estas práticas e outras semelhantes são efetivamente dignas de censura". DOCUMENTO Concílio Vaticano Segundo, nº 284.

DIMENSÃO POLÍTICA

A presença aparentemente única do neoliberalismo trouxe a crise do projeto de libertação e de esperança.

Reunir, a exemplo de Jesus (Jo. 6) e organizar em grupos, propondo pequenas práticas concretas, com sucesso, é também a proposta do Bem-aventurado Allamano. É uma práxis, portanto, que assegura o horizonte utópico do Reino da Justiça e Fraternidade e, ao mesmo tempo, provoca transformações possíveis e significativas.

Assumir uma atitude positiva, crítica e lúcida diante da realidade – educação política – é necessário para aprender a conviver numa dimensão cada vez mais abrangente, até a universal. É a educação à mundialidade.

DIMENSÃO CELEBRATIVA

Celebrar é fazer memória dos acontecimentos que marcam nossa vida pessoal, comunitária e de Igreja.

Sabemos que a experiência religiosa se expressa em símbolos e se ritualiza. E mais, as experiências religiosas, em geral, convergem para a festa, para o envolvimento comunitário, para a proclamação das razões da nossa fé e esperança. “Ele está no meio de nós.” (Ts. 1, 26).

"A fé que penetra a celebração expressa-se em termos do ser humano e de Deus, porque Deus é festa" (Droguetti, 2000, p.23).

Segundo a pedagogia Paulina, a educação da fé compreende a alegria (Rm. 12,12; 14,17; 15,13) a oração (1Ts 4,17; Cl 4,2) e a gratidão (1Ts 5,18). Agradecer e celebrar libertam o coração e energizam para continuar no seguimento de Cristo.

Quando a comunidade educativa experimenta, celebra e atualiza os diversos aspectos do Mistério Pascal desenvolvidos ao longo do Ano Litúrgico, ao mesmo tempo em que se educa para o sentido de ser Igreja, que se explicita de modo supereminente na realidade da Eucaristia, com conseqüente testemunho de vida, faz a síntese entre comunhão e missão.

Para Allamano, a Eucaristia é o espaço onde nos reunimos para celebrar, em ação de graças, o que Cristo cumpriu uma vez para sempre e que se torna presente na mesma missão. É a força geradora da missão e o coração da comunhão.

DIMENSÃO UTÓPICA

Se a educação, por natureza, é utópica, com maior razão o é a educação cristã.

Educar “na esperança” ou “para a utopia” é cultivar expectativas e preparar as pessoas para que se neguem a aceitar a realidade atual como única possível e se empenhem na sua transformação. Trata-se de um imperativo ético, próprio da natureza humana. Salientamos aqui duas funções éticas: "A função crítica pelo discurso ético detecta, desmascara e pondera as realizações inautênticas da realidade humana. A função utópica projeta e configura o ideal normativo das realizações humanas. Essa dupla função concretiza-se na busca de 'fins' e de 'significados', na necessidade de utopias globais e no valor inalievável do ser humano e de todos os seres, onde ele não é sujeito nem valor fundamental da moral numa consideração fechada de si mesmo" (PCN - Ens.Religioso, p.37).

A esperança cristã, a utopia, alimenta as forças, alarga o horizonte até torná-lo universal e transcendente. Aqui nasce o cristão missionário. Aqui o carisma do Allamano toca os limites do céu e da terra e se torna Consolação. “Alguns não são capazes de alargar o coração!”, dizia ele. “Quando se espera pouco, ofende-se a Deus”.

Sua esperança é visível quando se entra na sua devoção mariana. “O desejo de Nossa Senhora é que todos se salvem.”

DIMENSÃO ECLESIAL - MISSIONÁRIA

Conforme a exortação apostólica Evangelli Nuntiandi, "nascida da missão, pois, a Igreja é por sua vez enviada por Jesus. A Igreja fica no mundo quando o Senhor da glória volta para o Pai. Ela fica aí como um sinal, a um tempo opaco e luminoso, de uma nova presença de Jesus, sacramento da sua partida e da sua permanência. Ela prolonga-o e continua-o. Ora, é exatamente toda a sua missão e a sua condição de evangelizador, antes de mais nada, que ela é chamada a continuar" (Exortação Apostólica Evangelli Nuntiandi, nº 15).

O Documento 47 da CNBB deixa bem claro o objetivo do Ensino Religioso, em grande parte das escolas católicas. “...dentro de uma dimensão antropológica visa dar ao aluno uma formação básica, social e religiosa cristã, não se limitando a aulas sistemáticas, mas perpassando toda a atividade educativa da escola. A escola católica enfrenta os desafios que a cultura coloca à fé. O ensino religioso ajuda os estudantes a conseguir a síntese entre fé e cultura, que é necessária ao processo de sua maturação na fé.” (nº 44, p.28).

A Igreja é a assembléia dos seguidores de Jesus, vocacionados à santidade. “A vocação e os ministérios são elementos fundamentais e constitutivos da Igreja” (Cong. Voc. do Brasil – p. 10).

De fato, todos, na Igreja são chamados para um determinado serviço. Todos precisam comprometer-se com a promoção da vida, dos direitos humanos, da inclusão social.

O testemunho coerente e transparente de todos os seguidores e seguidoras de Jesus, a coragem de propor a opção alegre e radical do seguimento de Jesus (através do ministério ordenado ou da vida religiosa–missionária), constitui-se um desafio.

O EDUCADOR EVANGELIZA EDUCANDO E EDUCA EVANGELIZANDO

A missão educadora – evangelizadora no Colégio Consolata, exige não só estruturas e metodologias adequadas, mas também, encontrar a chave para as grandes questões da vida humana: seu próprio sentido, os problemas do mal inevitável, da frustração e do fracasso, da justiça, da responsabilidade social e da convivência. “O homem contemporâneo acredita mais nas testemunhas do que nos mestres, mais na experiência do que na doutrina, mais na vida e nos fatos do que nas teorias. O testemunho de vida cristã é a primeira e insubstituível forma de missão.” (RM 42a ; PCN - Ens. Religioso p. 27).

Cada aula de ensino religioso, em outras palavras, traz a responsabilidade de transmitir o conteúdo com sabor de vida vivida pelo professor.

O paradigma allamaniano, de fato, é, em primeiro lugar, um desafio para os educadores. É especialmente no relacionamento destes com os alunos que os objetivos da educação, no Colégio Consolata, se realizam. Como se relacionam o professor com os alunos, como concebe o processo ensino-aprendizagem, como envolve os alunos nas atividades, na vivência dos valores, é magisterial.

"Os primeiros discípulos atribuíam a Jesus o título de Mestre, pois agia e falava para ensinar, e com ele eles aprendiam: 'Abriu-lhes a mente para que entendessem as Escrituras' (Lc 24,45). Ensinava nas sinagogas, no Templo e nas ruas. Os quatro evangelhos reiteram o testemunho unânime: Jesus é Rabbi, palavra hebraica que o grego neo-testamentário traduziu por didáskalos, o latim por magister, e chegou à nossa língua como mestre" (Revista Diálogo, nº 10, ano III, p. 26).

AVALIAÇÃO HUMANIZADORA

O horizonte da avaliação no Colégio Consolata está pautada na dimensão humanizadora. O horizonte, portanto, da avaliação no Ensino Religioso é a qualidade de vida: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em plenitude" (Jo. 10, 10).

"A avaliação parte sempre da concepção de ensino e aprendizagem. Nessa proposta a abordagem do conhecimento escolar visualiza o Ensino Religioso como algo significativo, articulado, contextualizado, em permanente formação e transformação. (...) Conjunto de atuação, que tem a função de alimentar, sustentar, orientar e adequar a intervenção pedagógica, verificando o grau de aprendizagem que foi atingido pelo educando" (PCN - Ens. Religioso, nº 2.4, p.41-42).

Tal tipo de avaliação só é viável com a participação dos alunos.

Para Celso Vasconcelos, quando a escola faz assim, ela vai além de uma exigência automática e formal, e passa a ter uma exigência muito maior que é o compromisso, a construção do conhecimento, a responsabilidade" (Revista Mundo Jovem, julho de 2001).

Por um lado, ela é processual e abrangente. Mas também, é pontual e objetivável. Compreende o conhecimento, o desenvolvimento de atividades, a participação em projetos e a convivência.

Para o educador é fonte para uma análise individual do desenvolvimento do aluno. Não tem caráter de terminalidade e oferece condições para a elaboração e reelaboração da dinâmica pedagógica.

Para os alunos ela é a possibilidade de auto-conhecimento, de valorização de si e dos outros, de posicionar-se diante dos conteúdos e valores tratados nas aulas.

Os espaços educativos, não são apenas fontes onde os alunos buscam respostas para suas perguntas, mas espaços onde a dúvida se aguça. Partir das perguntas é mais pedagógico, instigante e construtivo. E as perguntas são fornecidas pela vida concreta das pessoas, não pelas doutrinas.

Os conteúdos do Ensino Religioso (conceituais, procedimentais e atitudinais), portanto, não podem ser medidos pelo que os alunos não sabem, mas pela sua busca, seus questionamentos, pela inventividade criadora diante dos desafios.

Tornar-se consciente, é um aprendizado que podemos fazer através do método do ensaio e do erro. Fazer do erro um caminho para tornar-nos mais conscientes, só é possível mediante a avaliação personalizada. Ressaltamos que o erro não acusa culpados simplesmente. Ele pode ser um caminho para o aperfeiçoamento. Destacamos ainda que "correr riscos" pode ser uma prática necessária em educação pelo fato de despertar o entusiasmo e rovocar a participação.

O diálogo formativo com cada aluno e cada classe, conforme o Paradigma Allamaniano, se torna neste sentido, um meio por excelência de avaliação da vida.A problemática da vida é inter-disciplinar, portanto só pode ser estudada e avaliada numa dimensão contínua, brangente e dialógica.

"A união de coração e mente alivia o cansaço, produz energia, obtém a vitória. Trabalhai sempre de comum cordo e Deus abençoará os vossos empreendimentos". Pe. Allamano

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO de Educação Católica - AEC. "XVI Congresso Nacional de Educação - Escola e solidariedade: Praticando a inclusão". Cadernos da AEC no Brasil nº 72.
BÍBLIA SAGRADA. "Edição Pastoral". São Paulo, Paulus, 1990.
COMPÊNDIO VATICANO II. Constituição Pastoral Gaudium et Spes. 3ª ed, Petrópolis, Vozes, 1968.
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. "Educação Igreja e Sociedade" (Doc. 47). São Paulo, Paulinas, 1992.
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. "Igreja e Educação - Perspectivas Pastorais" (Estudos da CNBB, nº 6). 4ª ed, São Paulo, Paulinas, 1981.
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. "Congresso Vocacional do Brasil" (Documento Final). Itaici, s/ed, 1999.
DOCUMENTAZIONE IMC. "La metodologia missionaria in Giuseppe Allamano". Roma, Istituto Missioni Consolata, luglio/1983, nº 4.
FORUM Nacional Permanente do Ensino Religioso. Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) - Ensino Religioso. São Paulo, Ave-Maria, 1997.
LIBÂNIO, João B.; HEGEMÜLE, Edgard. "Mística e Missão do Professor". 3ª ed, Petrópolis, Vozes, 1998.
PAULO VI, Papa. Exortação Apostólica Evangelli Nuntiandi. Petrópolis, Vozes, 1976.
REVISTA Diálogo. Magno Vilela: "A educação cristã: das origens aos colégios católicos". maio de 1998, nº 10, ano III.
REVISTA Diálogo. Francisco Catão: "Deus pai e mãe". março de 1999, nº 13, ano IV.
REVISTA Diálogo. Ênio José da Costa Brito: "Nas sociedades modernas uma flor: a experiência religiosa". maio de 1999, nº 14, ano IV.
REVISTA Mundo Jovem. Celso Vasconcelos: "Mudar a avaliação. Sem essa de exclusão". julho de 2001, nº 318, ano XXXIV.

DIAGNÓSTICO - APRESENTAÇÃO


O Núcleo de Orientação Religiosa do Colégio Consolata está organizado da seguinte maneira:

Ensino Religioso (aulas semanais);
Pastoral Escolar (atividades específicas à vivência da fé);
Ações Missionárias (atividades que promovem a dignidade do ser humano).

CONTEXTUALIZAÇÃO

O panorama religioso no Colégio Consolata é marcado pela diversidade religiosa: Religiosidades orientais, muçulmanos, católicos, evangélicos, espíritas e praticantes de cultos afro-brasileiros fazem parte de nossa clientela. Entretanto, percebemos que essas opções religiosas, em alguns casos, são apenas modos de classificação, sem representarem uma prática efetiva de vivência de doutrina religiosa, seja qual for. Face a essa diversidade sentimos a necessidade de fazer um levantamento da realidade religiosa da nossa clientela através de um instrumento de pesquisa.

Conforme a pesquisa realizada 62,2% dos alunos são católicos. Destes, 70% participam, muitos com trabalho pastoral ou social, em uma paróquia ou comunidade da Capital. Temos alunos provenientes de 30 Paróquias. Cerca de 4,6% dos alunos pertencem a diferentes Igrejas evangélicas, 4,8% são espíritas e 2,3% participam de uma religião oriental e 26% afirmam não participar de nenhuma religião.

Um dado interessante: mais de 16% dos que responderam à enquete participam ou se dispõem a participar de trabalho voluntário tanto na área pastoral como social.

Consideramos que o Ensino religioso, as atividades pastorais e as ações missionárias são o diferencial e a identidade do colégio católico. Dessa forma é fundamental o reconhecimento dessa importância dentro de todas as atividades educativas do Colégio Consolata. Ainda sentimos que em algumas situações falta uma compreensão da educação de um modo mais abrangente, que envolve a pessoa além da informação e da dimensão intelectual.

ENSINO RELIGIOSO

Em relação às aulas de Ensino Religioso, sentimos que há a necessidade da formalização de um Projeto de Ensino Religioso que contemple desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. O que acontece atualmente é a adoção de um material didático com um fim em si mesmo no Ensino Fundamental ou a falta de uma proposta orgânica de curso no Ensino Médio. Decorre disso uma superficialidade na abordagem das temáticas de ensino-aprendizagem e o desgaste de alguns temas importantes para a formação dos alunos. Alguns assuntos tornam-se repetitivos e os alunos ficam com a sensação de que a aprendizagem religiosa não é significativa. Os alunos não conseguem, por exemplo, significar esses conteúdos na própria vida, de maneira progressiva e transformadora.

Necessitamos de uma metodologia que desperte o interesse e a curiosidade dos alunos pelo Ensino Religioso de maneira que a aprendizagem seja ressignificada.

Cabe aqui destacar que o livro didático é uma ferramenta importante nas aulas de ensino religioso pelo fato de que é um dos referenciais teóricos para a produção do conhecimento na formação religiosa do educando. Entretanto, destacamos que o livro didático deve ser sempre um meio, uma das estratégias de aprendizagem em Ensino Religioso, que sempre devem ser assumidas e orientadas pelo professor de acordo com o enfoque educativo da mística allamaniana. Isso inverte a noção do livro didático com um fim em si mesmo. Ele adquire o sentido de instrumento de aprendizagem.

Observamos que existe a necessidade de enriquecermos nossas aulas com mais momentos de interiorizarão e oração. A aceitação das turmas é muito boa quando esses momentos são propostos. Para uma eficácia maior disso, é necessário um local mais adequado. Infelizmente, a capela da escola não oferece acomodação e principalmente acústica, para a realização dessas atividades.

Em relação ao Ensino Médio, foi desenvolvido um Projeto de Ensino Religioso singular. A partir de experiências de anos anteriores, assumimos hoje uma conduta educativa baseada nas demandas surgidas nos alunos. Elas são classificadas em temáticas que são aprofundadas através de seminários apresentados por grupos de alunos. Cabe ao professor iluminar as apresentações desses seminários à luz de nosso referencial teórico. Mas também, quanto a isso, faz-se necessária uma formalização dos conteúdos (eixos conceituais) para cada série de modo a termos uma continuidade progressiva.

Notamos que a ausência de especialidade de alguns profissionais que atuam no Ensino Religioso, principalmente nas séries iniciais, é um dos fatores que dificulta o trabalho pedagógico na sala de aula. Pensamos que a atuação de professores específicos para o Ensino Religioso nas séries iniciais ou pelo menos um processo de capacitação permanente para os professores envolvidos se faz necessária.

PASTORAL ESCOLAR

A pastoral escolar do Colégio Consolata tem por objetivo a criação de espaços privilegiados e próprios que assegurem à comunidade educativa oportunidades para expressarem e vivenciarem sua opção de fé. É o caso por exemplo das celebrações litúrgicas, retiros espirituais, encontros de formação, orações, grupos de vivência cristã, etc.

Atualmente a pastoral escolar do Colégio Consolata tem realizado um trabalho de interação com outros núcleos e equipes: teatro, Educação Física, coral, banda e linha de frente, NEC, NOE, APM, o que possibilita momentos mais bonitos e significativos nos quais os próprios alunos percebem o nosso entrosamento e a dimensão maior do trabalho da Pastoral.

O envolvimento dos professores e funcionários na preparação e na realização de algumas atividades, para que possam se sentir co-responsáveis na pastoral escolar, tem sido um de nossos objetivos. Percebemos assim uma maior conscientização de que “Pastoral” somos todos nós. Porém, ainda há pessoas que não foram atingidas por esse objetivo, o que pode refletir na participação dos alunos. Esse parece ser um dos nossos maiores desafios.

Por outro lado, temos percebido uma crescente participação e envolvimento dos alunos na grande maioria das atividades. Esse aumento da participação pode estar relacionado a um aprimoramento no planejamento da pastoral escolar. Porém, ainda há alunos que não aderem às atividades. Em relação a isso, constatamos que nos mais velhos a participação é menor do que nossas expectativas apesar de haver um grupo desses alunos que permanentemente envolve-se nas atividades.

É o caso dos retiros espirituais. A adesão dos alunos é cada vez maior. Existe a solicitação de outros retiros durante o ano (mais do que três). Houve até a sugestão de retiros para os pais dos alunos. Reconhecemos que o aumento dessa demanda está relacionada a eficiência de seu planejamento e de sua organização. Para manter essa qualidade, notamos que é necessário mais tempo para preparação dos mesmos e mais participantes na equipe do NOR. A manutenção dessas atividades, feita simultaneamente ao trabalho da sala de aula, é muito desgastante. Além disso, precisamos de um maior envolvimento dos profissionais da escola no planejamento e na realização desses momentos. Quanto às orações feitas pelo interfone, temos um bom exemplo. Percebemos que elas já entraram na rotina de nossos alunos e professores. Alguns envolvem-se no seu preparo, de acordo com o calendário sugerido.

No que se refere aos Encontros de Formação (por séries) no Recanto, eles têm sido muito bem recebidos pelos alunos. Temos diversificado estratégias e temas, tentando adequá-los às necessidades e características de cada faixa etária. O trabalho conjunto de três profissionais, contribuiu para isso. Mas, nessa atividade também constatamos que a participação dos alunos mais velhos é menor do que nossas expectativas.

Destacamos a aceitação das orações e dos momentos de espiritualidade nas reuniões com os professores e funcionários. Porém, sentimos a necessidade de mais periodicidade e espaços mais específicos.

Os Grupos de Vivência Cristã (GVX-Teen e GVX-Jovem) são formados por cerca de 40 alunos dos ensinos Fundamental e Médio. Os encontros são semanais e os grupos distinguem-se pelas atividades. O GVX-Jovem é um grupo de reflexão e espiritualidade enquanto que, o GVX-Teen é um grupo de formação de lideranças e ações concretas. Destacamos que para a manutenção da identidade e perfil de cada um dos grupos é importante o apoio da escola.

AÇÕES MISSIONÁRIAS

Constituem espaços trabalhados pela comunidade escolar para manifestação concreta do espírito de missionariedade, solidariedade e de vivência fraterna e em oportunidades oferecidas à sociedade civil que promovam a dignidade do ser humano.

As atividades que envolvem gestos concretos de solidariedade são normalmente bem recebidas pelos alunos mais novos. Com os alunos mais velhos, é mais difícil a participação. Eles precisam ser mais motivados e despertados para isso.

Destacamos aqui a organização adquirida nos últimos anos quanto às Ações Missionárias do colégio. Por ocasião da Campanha da Fraternidade e do Mês Missionário temos apresentado para os alunos uma diversidade de situações missionárias que requerem a contribuição da comunidade. São os alunos de cada classe que fazem a escolha da ação que irão assumir de acordo com a sensibilidade do grupo. Embora essa característica seja positiva, não podemos ignorar o fato de que ainda nossas ações missionárias estão atreladas ao assistencialismo paliativo. Precisamos acrescentar a isso um rol de ações mais articuladas politicamente e que contribuam para a transformação das estruturas e sistemas que geram as realidades que requerem essas ações assistencialistas.

Os grupos de vivência cristã tem desenvolvido diferentes ações missionárias. O GVX-Teen implantou no Recanto Consolata um trabalho de coordenação esportiva com as crianças da vizinhança. Infelizmente, essa iniciativa não obteve muito sucesso devido a falta de regularidade dos treinamentos devido ao calendário escolar, outros eventos no recanto ou até, más condições meteorológicas. O GVX-Jovem tem sido o organizador das visitas mensais a creche do Centro Comunitário Nossa Senhora Aparecida no Jardim Peri. Alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e professores desenvolvem atividades recreativas com as crianças. Nessa ação missionária, cabe o destaque ao envolvimento da comunidade. A Empresa de Transporte Escolar - Transfere, oferece gratuitamente a condução nessas ocasiões.

Enfim, de modo geral, sentimos a necessidade de uma maior socialização do trabalho do Núcleo de Orientação Religiosa. Algo já vem sendo feito, porém esta partilha deve ser mais constante e talvez com a utilização de outras estratégias. Estamos falando por exemplo da home-page do Colégio. Temos usado muito pouco esse recurso de comunicação.

NECESSIDADE

NOR 01. Ressignificação da Proposta de Ensino Religioso;
NOR 02. Capacitação dos profissionais de Ensino Religioso;
NOR 03. Local adequado para experiências de oração;
NOR 04. Aprendizagem significativa no Ensino Religioso;
NOR 05. Espírito investigativo;
NOR 06. Capacitação na pedagogia allamaniana;
NOR 07. Envolvimento de toda a comunidade educativa nas atividades do NOR;
NOR 08. Conhecimento e vivência da Proposta de Jesus Cristo;
NOR 09. Espírito de oração;
NOR 10. Articulação política das ações missionárias;
NOR 11. Respeito à pluralidade religiosa;

LEONELLA SGORBATI - Beata Leonella (Rosa) Sgorbati Virgem e mártir - 17 de setembro

Gazzola, Piacenza, 9 de dezembro de 1940 - Mogadíscio, Somália, 17 de setembro de 2006

Rosa Sgorbati nasceu em Gazzola, perto de Piacenza, em 9 de dezembro de 1940. Aos dez anos mudou-se com a família para Sesto San Giovanni, na província de Milão. Aluna das Irmãs Preziosinas de Monza, sentiu-se chamada por Deus a ser religiosa e missionária. No entanto, ela teve que esperar até os vinte anos para entrar nas Irmãs Missionárias da Consolata. Ela fez seus votos três anos depois, assumindo o nome de Irmã Leonella; em seguida, ela partiu para o Quênia, onde trabalhou principalmente como parteira. Em 2001 ela foi transferida para a Somália, marcada pela guerra civil. Em Mogadíscio, ele fundou um centro de treinamento de enfermeiras e parteiras somalis. Em 17 de setembro de 2006, por volta do meio-dia, a irmã Leonella voltou para casa depois das aulas no hospital. Sete tiros a atingiram, ferindo-a gravemente; Mohamed Mahmud morreu para defendê-lo, o homem muçulmano que era sua escolta. Ela foi levada para o hospital e morreu dizendo: "Perdão, perdão, perdão". Foi beatificada em 26 de maio de 2018, na catedral de Piacenza, sob o pontificado do Papa Francisco. Seu memorial litúrgico foi marcado para 17 de setembro, o dia exato de seu nascimento no céu. Seus restos mortais são venerados na capela do Flora Hostel em Nairóbi.

O perdão é como a coragem: se você não a tem dentro de si, não pode improvisá-la. Porque perdoar, como superar os medos, você aprende dia a dia. Irmã Leonella Sgorbati sabe alguma coisa sobre isso. Foi beatificada em 26 de maio de 2018 justamente porque exerceu o perdão heróico. Ela nasceu em Gazzola, perto de Piacenza, em 1940 e aos 16 anos confidenciou à mãe que queria ir um missionário. “Voltaremos a falar sobre isso quando você tiver 20 anos”, comenta a mãe; mas a garota não muda de ideia. Entrou para as Missionárias da Consolata, fez o noviciado em Sanfrè (província de Cuneo), depois foi para a Inglaterra estudar enfermagem e só em 1970 realizou o sonho de voar para o Quênia. Como parteira, ela parece ter dado à luz 4.000 crianças; mas estes continuam a nascer em seu nome mesmo agora que ela não está mais lá, porque ela encontrou tempo para dar à luz muitas escolas para enfermeiras e parteiras. «Devemos fazer o voto de servir a missão, mesmo que custe a nossa vida. Devemos ficar felizes por morrer na brecha ... », disse o fundador dos Missionários da Consolata, o beato Giuseppe Allamano. Ela, que o ama muito e que estuda sua espiritualidade para incorporá-la em sua própria vida, escreve: “Espero que um dia o Senhor em sua bondade me ajude a lhe dar tudo ou ... ele o aceitará .. .Porque ele sabe que isso eu quero muito ”. O seu "dar tudo" passa pelo "amar muito", assume a forma concreta de "amar a todos" e se traduz em "perdoar sempre", mesmo nas fragilidades de cada dia. Uma irmã tanzaniana, por ela educada a perdoar no momento trágico da morte violenta de seu irmão, testemunha isso hoje: "É você quem deve começar a fazer este gesto de perdão, não espere que seu irmão se desculpe", diz ela, deixando claro que pratica isso há muito tempo. Em sua casa e em todas as missões por que passa, eles estão dispostos a jurar que seu cartão de visita é um sorriso. Se lhe perguntam: «Porque é que sorris mesmo para os que não conheces?», Ela responde invariavelmente: «Porque assim quem me olha sorrirá por sua vez. E ele vai ficar um pouco mais feliz ».

Em 2001 começou a se deslocar entre o Quênia e a Somália, onde sua presença foi solicitada pelos Superiores, para abrir também aqui uma escola de enfermagem. Encontrar um país dilacerado por 10 anos de guerra civil, marcado pela anarquia, fome, inúmeras mortes, campos de refugiados, banditismo e no qual, como resultado, se enraizou um fundamentalismo religioso que considera os missionários católicos, especialmente os brancos, um privilegiado alvo. Irmã Leonella sabe que para ela e suas irmãs é perigoso até mesmo atravessar a rua, e tem medo disso, como é normal: "Tem uma bala com meu nome escrito nela e só Deus sabe quando chegará" , mas com força de fé sempre acrescenta: “Entreguei a minha vida ao Senhor e Ele pode fazer de mim o que quiser”. O bispo de Djibouti costumava dizer que o coração da Irmã Leonella é maior que o corpo, embora imponente e "redondo".

E este grande coração foi partido em 17 de setembro de 2006 por uma bala, disparada à queima-roupa, por dois homens que a aguardam quando ela volta para casa do hospital, que fica em frente. Mohamed Mahmud, um muçulmano pai de quatro filhos, tenta se colocar entre ela e as balas assassinas, que a estão acompanhando nessa curta jornada. Ele também é morto e o sangue do muçulmano se mistura em uma única poça com o do missionário católico.

“Cristãos e muçulmanos que buscam compartilhar a vida devem levar em conta a possibilidade de unir seu sangue no martírio”, escrevem eles naquela época. Na verdade, não é uma simples coincidência: "Para mim, a morte de um italiano e de um somali, de um cristão e de um muçulmano, de uma mulher e de um homem, diz-nos que é possível viver juntos, porque é possível morrer juntos! Por isso o martírio de Irmã Leonella é um sinal de esperança », disse o bispo.

No hospital, eles fazem de tudo para salvá-la, os somalis competem para dar seu sangue, exatamente como ela fazia por eles, pontualmente, a cada três meses, como doadora de sangue. Antes que se apague como uma vela, a irmã que segura sua mão ouve seu sussurro distinto: "Perdão, perdão, perdão." Estas são suas últimas palavras, sua assinatura em seu próprio martírio. Agora, "O céu não tem estrelas", dizem os somalis ao saber de sua morte; para nós, entretanto, há uma estrela a mais na constelação de mártires oficialmente reconhecidos.
Autor: Gianpiero Pettiti

Nascimento e família Nasceu às 5 horas da manhã de 9 de dezembro de 1940 em Rezza ¬nello di Gazzola, na província e diocese de Piacenza. Ela foi a última dos três filhos de Carlo Sgorbati, um fazendeiro, e de Giovannina Vigilini, conhecida como Teresa, uma dona de casa. Ela foi batizada no mesmo dia de seu nascimento na freguesia de San Savino em Rezzanello: os nomes de Rosa Maria foram impostos a ela, mas no registro civil ela tinha apenas o nome de Rosa. Em sua grande família, composta por 21 pessoas incluindo vários parentes, Rosetta, como todos a chamavam, teve exemplos de fé, principalmente de sua mãe: ela, depois de trabalhar no campo, muitas vezes parava na igreja para levar flores para o Madonna ou para uma visita ao Santíssimo Sacramento. Então seu pai a ensinou a orar segurando-a nos braços.

Serena, às vezes inquieta, propensa à caridade Era uma criança serena, embora às vezes se mostrasse inquieta, tanto que um dia a mãe se surpreendeu a exclamar: «Quem sabe quando será do tamanho que me fará sofrer!» . Nos jogos com seus companheiros, ele mostrou uma aptidão para a liderança, mas não soberbamente. Ele frequentou o jardim de infância e as escolas primárias das monjas Ursulinas de Maria Imaculada, que abriram sua casa no antigo castelo de Rezzanello. Não foi possível traçar a data da primeira comunhão de Roseta: provavelmente, segundo o costume da época, ele a recebeu entre os dez e os onze anos. Em vez disso, ela se preparou para a Confirmação na escola das Ursulinas de Maria Imaculada: o sacramento foi administrado a ela em 26 de maio de 1947 na igreja paroquial de Santa Maria Assunta em Aguzzano, por Monsenhor Ersilio Menzani, bispo de Piacenza. Rosetta também aprendeu a estar atento às necessidades dos outros. Quando teve permissão para ir com sua mãe ao mercado em Gazzola, ele visitou uma mulher, Marietta, e seus filhos. Vendo que ela estava gripada, ele decidiu comprar um lenço para ela, economizando o dinheiro que seus pais lhe deram para suas pequenas despesas.

A mudança para Sesto San Giovanni Para garantir uma melhoria econômica para a família, seu pai decidiu iniciar uma revenda de frutas e vegetais no atacado em Sesto San Giovanni, na província e diocese de Milão. Toda a família o seguiu em 9 de outubro de 1950. Rosetta sofreu muito por ser separada dos lugares onde havia crescido. Na verdade, ele tentou escapar escondendo-se em um caminhão, mas a distância da família durou um ano. No novo ambiente não se sentia à vontade, também porque alguém a repreendia dizendo: «Vão todos ser refeitos!». O sofrimento se intensificou em 16 de julho de 1951, dia em que, aos 61 anos, faleceu seu pai Carlo.

Na faculdade, a descoberta do Evangelho Pouco tempo depois, Rosetta soube que cursaria o ensino médio em um colégio interno. Veio espontaneamente a se perguntar: "Sou tão má sem nem mesmo saber?" Foi então inserida no colégio das Irmãs do Precioso Sangue de Monza, denominado Preziosina, na mesma cidade de Monza. A vida no colégio interno também era difícil para ela. Porém, uma das freiras, Irmã Adriana Sala, um dia se aproximou dela e lhe entregou um livrinho: era o Evangelho. Desde então, Rosetta começou a ler e meditar frequentemente na Palavra de Deus e a passar muito tempo na capela do colégio.


“Habitado” por Deus: a vocação Em abril de 1952, enquanto rezava na capela, Rosetta teve uma experiência especial. Posteriormente, em seu Diário, ela disse assim: «... Eu me senti HABITADA naquele dia distante ... e tu me guardaste em ti, meu Senhor, ou permaneceste em mim .... Nunca mais só… HABITADO… ». A decisão foi clara: «Teria ido como Irmã».

Após completar seus estudos com a obtenção do diploma comercial, Rosetta voltou para casa. Seus parentes ficaram maravilhados com a mudança que ocorrera nela e, mais ainda, se maravilharam quando ela manifestou sua vocação. Sua mãe, portanto, ordenou que ela esperasse até os vinte anos. Participando da vida da paróquia de San Giuseppe em Sesto San Giovanni e frequentando o oratório, Rosetta procurou superar essa decepção momentânea. Ele também se inscreveu na Ação Católica e passou a visitar os enfermos todas as quartas-feiras. Conseguiu então fazer amizades: Giuseppina, a melhor, também a apoiou na luta pela sua vocação, que entretanto tinha tomado uma direção específica, a missionária.

Entre as Missionárias da Consolata, ela se torna Irmã Leonella. No oratório ela tinha ouvido falar das Missionárias da Consolata, uma congregação feminina fundada pelo Cônego Giuseppe Allamano (beatificado em 1990) após a congregação masculina do mesmo nome. Então, quando ela tinha vinte anos, ela voltou para sua mãe e declarou: "Agora tenho vinte e não mudei de ideia."

Assim, no dia 5 de maio de 1963, Rosetta se apresentou na casa Sanfré dos Missionários da Consolata; quinze dias depois, o postulado começou. Nos seis meses seguintes mostrou todas as suas melhores qualidades: a disponibilidade para todo tipo de serviço, a alegria com que o realizava e o sorriso que a tornou familiar a todas as irmãs. Em novembro de 1963, após o postulado, celebrou o hábito religioso: recebendo o hábito, Rosa mudou seu nome para Irmã Leonella. Iniciou o noviciado em 21 de novembro de 1963, na casa geral de Nepi. Sob a orientação da mestra das noviças, Irmã Paolina Emiliani, aprendeu a ser ainda mais fiel ao projeto missionário desejado por Allamano, valendo-se de seus escritos e do testemunho das outras irmãs. Em 22 de novembro de 1965 fez sua primeira profissão religiosa.

A irmã Leonella foi então enviada à Inglaterra para se tornar enfermeira , a fim de frequentar a escola de enfermagem. O impacto com o sofrimento físico de tantos enfermos e com a morte a levou a confidenciar ao superior geral: "Ou você acredita em Deus e então não pode deixar de amá-lo, amá-lo, amá-lo ... ou não." não acredite e só existirá desespero! Eu sou um extremista? Não sei, mas não vejo outro caminho senão estes dois: ou Deus ou as trevas do nada ... ».

A Escola de Obstetrícia (Obstetrícia) ficava a cinquenta quilômetros da casa das Missionárias: por isso, voltar para a Irmã Leonella sempre foi uma alegria. Uma noite ela veio ao recreio da comunidade com um bigode de plástico: «Cada freira vai colocá-los e começar a falar; então ele os passará para o vizinho da direita e assim sucessivamente até que o círculo se feche ». Esse sistema foi útil para cada freira poder falar sobre si mesma com as outras; eles nem mesmo iam além dos limites horários de recreação. Ao estudar o funcionamento do corpo humano, ele conseguiu encontrar uma forma de conjugar competência médica e fé: «Mas creio, creio e repito ao Senhor a minha vontade da fé, o meu desejo de luz, de luz, de luz! Mãe, que bela é a fé! Com a fé tudo fica mais fácil! », Tornou a escrever ao superior geral. Em 1969 graduou-se como Enfermeira com Matrícula Estadual e em 1970 concluiu a primeira parte do curso de Obstetrícia. Em 19 de novembro de 1972 fez os votos perpétuos, consagrando-se para sempre ao apostolado missionário. Na ocasião, ele anotou em seu Diário: "Ó Senhor, que minha vida seja uma resposta."

No Quênia Por dois anos, entretanto, Irmã Leonella estava destinada à missão no Quênia. Mais precisamente, em Nkubu, na região de Meru, em cujo hospital e escola de enfermagem contígua estavam de serviço os Missionários da Consolata.
A irmã Leonella estava especialmente envolvida na maternidade e acompanhava um grande grupo de alunas de obstetrícia. Posteriormente, tornou-se diretora da escola de enfermagem, a quem ensinou não só as competências técnicas dos trabalhadores da saúde, mas também a capacidade de acolher os enfermos com compreensão e amor.
Profundamente convencida da beleza da vocação missionária, teve o cuidado de captar os sinais da possível vocação de alguma jovem. Pôde orar durante uma semana inteira, para obter de Deus a consagração daquele a quem olhou.

Superiora Regional No VII Capítulo Geral das Missionárias da Consolata, realizado em 1993, a Irmã Leonella trouxe seus vinte anos de experiência, junto com as solicitações das comunidades quenianas. Em seguida, as irmãs elegeram sua superiora regional. Ele escreveu em uma de suas cartas circulares: “Nós, individualmente e como comunidade, devemos nos colocar à disposição para o processo da Encarnação do Filho em nós para ser a Consolação do Pai. O que isso significa na prática? Significa acolher que o Filho é livre em cada um de nós, em mim, livre para perdoar pela minha pessoa a quem me ofende, livre para partir o pão do bem, de compreensão na minha comunidade, livre para me deixar seguir o itinerário que o Pai o fez fazer, com as escolhas que o Pai indica. Livre para me deixar trilhar o caminho da paciência, mansidão, humildade que passa pela humilhação ... Livre para poder dizer por mim - o Espírito do Senhor está sobre mim ... ele me consagrou e me envia para trazer o boas notícias para os pobre.

“Só para Deus” Após seu mandato, Irmã Leonella passou a fazer parte da equipe sabática, ou seja, para cuidar das Missionárias que precisavam de um tempo de descanso. De 2000 a 2005 ela reservou suas atenções para as irmãs passantes, prestando-se a muitos serviços, mesmo os mínimos. Sua personagem havia perdido a dureza do passado: de teimosa mesmo diante de dificuldades intransponíveis, ela se tornou mais humilde e paciente. Ele tinha apenas uma reclamação: "Gostaria de poder dizer que o pouco que fiz, o fiz apenas para Deus."

Na Somália Em novembro de 2001, a irmã Leonella foi designada para a pequena comunidade que os Missionários da Consolata tinham na Somália. Ela deveria ter fundado uma escola de enfermagem em Mogadíscio, como a que ela chefiara no Quênia, em colaboração com a organização sem fins lucrativos SOS Children's Villages. A tarefa não era fácil: antes de tudo, ela tinha que provar que as noções científicas que transmitia não iam contra os princípios do Alcorão. Em segundo lugar, ele tinha que deixar claro que não tinha a intenção de obrigar os alunos a se converterem, portanto, não se engajando em proselitismo. A pequena comunidade não tinha capelão, nem mesmo ocasional, aliás, era a única presença cristã no local. A presença de Jesus na Eucaristia estava, no entanto, assegurada, embora as freiras a guardassem num móvel escondido num canto do corredor da sua casa: era o único Tabernáculo de toda a Somália.

Uma pausa à luz da Eucaristia Respeito à pluralidade religiosa;

O risco de martírio Durante o período em que foi superiora regional, Irmã Leonella ficou muito impressionada com a história dos sete monges trapistas mortos na Argélia, em Tibhirine, em 1996: entregou um exemplar do primeiro livro sobre eles a todas as comunidades da região. “A frase“ Mais forte que o ódio ”vem à mente”, escreveu ele, ““ o martírio não pode ser visto como um empreendimento heróico, como um gesto de pessoas valentes, mas como a evolução natural de uma vida dada ””. O risco na Somália era claro, especialmente porque as ameaças contra as freiras e seu trabalho no hospital continuaram, especialmente na imprensa local. Referindo-se à fuga por pouco de uma irmã, Irmã Marzia Feurra, que a deixou muito abalada, Irmã Leonella tentou minimizar: "Quem sabe se um dia não haverá uma bala para mim também de meus amigos fundamentalistas", acrescentando porém: «Estou nas mãos de Deus para tudo».

As suspeitas dos fundamentalistas No dia da entrega dos diplomas às novas enfermeiras, dez meninos e dez meninas, Irmã Leonella deu uma grande festa. Para tornar a ocasião ainda mais solene, fez com que usassem a toga típica dos recém-formados. Esse acontecimento, também transmitido pela televisão, levou os fundamentalistas a pensar que a freira havia convertido os jovens, fazendo-os já se vestir de padres. Cerca de um mês depois, a irmã Leonella percebeu que um homem suspeito estava perambulando perto da escola: ele a encarou, mas não disse nada. Em 12 de setembro de 2006, então, o Papa Bento XVI citou em um discurso em Regensburg uma sentença do imperador Manuel II Paleólogo, particularmente feroz contra o Islã. Essa expressão despertou reações muito violentas em todo o mundo muçulmano. Com a notícia, Irmã Leonella convidou as outras irmãs a rezar e oferecer muito pelo Papa e pela Igreja.

A morte Domingo, 17 de setembro de 2006 foi um dia útil. Às 12h30, Irmã Leonella, saindo da escola de enfermagem, foi acompanhada por Mohamed Mahamud, seu guarda-costas (as irmãs eram acompanhadas mesmo que apenas em viagens muito curtas) e fez a travessia da estrada que separava a escola da Vila SOS, onde ela morava. Depois de alguns passos, ouviu-se um tiro: a freira caiu no chão. Ele tentou se levantar, mas mais balas o derrubaram para sempre. Algumas pessoas correram para levá-la ao hospital. Ao ver que queriam perseguir o agressor, a freira os deteve: "Solta, ele é um pobre coitado". Seu guarda-costas também foi mortalmente ferido. A irmã Marzia e outra freira, Gianna Irene Peano, ouviram os tiros e ficaram imediatamente preocupadas. Assim que souberam que a irmã Leonella estava ferida, correram para ela no hospital. Os alunos competiam para dar a ela seu próprio sangue, enquanto os médicos faziam o possível para curá-la. De acordo com o testemunho da irmã Gianna Irene, seu rosto estava em paz, mas era como se ela ainda quisesse dizer algo. Com todo o fôlego que lhe restava, ela murmurou: "Perdão, perdão, perdão." Quando o cirurgião chegou, ele só pôde averiguar sua morte: eram 13:45. Irmã Leonella tinha sessenta e seis anos, trinta e seis dos quais viviam para a missão na África. O corpo da irmã Leonella foi levado para Nairóbi, onde seu funeral foi realizado no dia 21 de setembro. Estiveram presentes as autoridades civis, os Missionários da Consolata e os alunos da escola de enfermagem, rodeados por uma multidão considerável. Na homilia, Dom Giorgio Bertin, atual bispo de Djibouti, declarou: «Estavas convencido de que é possível uma nova Somália, curada do flagelo da guerra civil. […] Sua vida, seu sorriso e sua inocência nos dizem que um novo mundo é possível, uma nova Somália é possível. Ela se inspirou na crença de que o novo mundo que Jesus veio anunciar já começou aqui na Terra. E não é por acaso que ele morreu junto com um muçulmano. […] A convivência, apesar das diferenças, exige conversão de coração, esperança, determinação e perseverança ».

Fama pelo martírio e iniciação da causa No Angelus de domingo, 24 de setembro, o Papa Bento XVI recordou a Irmã Leonella com as seguintes palavras: «Esta Irmã, que serviu os pobres e os pequenos na Somália, morreu pronunciando a palavra« Perdão »: esta é a mais autêntica testemunha cristã, a sinal pacífico de contradição que demonstra a vitória do amor sobre o ódio e o mal ”. Diante de inúmeras atestados que confirmaram a reputação de martírio de Irmã Leonella, em 2011 o Capítulo Geral das Missionárias da Consolata pediu ao Governo Geral dos institutos missionários fundados por Allamano que pudesse iniciar as etapas preliminares para a causa de beatificação e canonização. No dia 25 de setembro de 2012, na capela da casa de Nepi, Monsenhor Bertin acolheu o Suplemento Libello, que é o documento requerendo o início formal da causa. De setembro de 2012 a setembro de 2013, foram preparadas as etapas necessárias para a constituição do Tribunal Eclesiástico em vista do processo diocesano.

A causa de beatificação A Santa Sé emitiu a nulla osta para o início da causa em 2013. O processo diocesano começou então em Djibouti, sede da diocese de Djibouti e Mogadíscio, em 31 de agosto de 2013; encerrou em 15 de janeiro de 2014. O processo foi homologado em 19 de setembro de 2014. A "Positio super martyrio", proferida em 7 de abril de 2016, foi examinada pelos consultores teológicos e por cardeais e bispos membros da Congregação para as Causas dos Santos, respectivamente em 6 de abril de 2017 e 17 de outubro do mesmo ano. . Enquanto isso, em 30 de setembro de 2017, os restos mortais da Irmã Leonella, sepultados no cemitério de Nairóbi, no Quênia, foram submetidos ao reconhecimento canônico. No mês de dezembro seguinte foram colocados na capela do Flora Hostel em Nairóbi. No dia 8 de novembro de 2017, recebendo em audiência o Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa Francisco autorizou a promulgação do decreto pelo qual Irmã Leonella foi oficialmente reconhecida como mártir. Sua beatificação foi celebrada em 26 de maio de 2018, na catedral de Piacenza. O cardeal Amato presidiu o rito como enviado do Santo Padre. A sua memória litúrgica foi marcada para o dia 17 de setembro, dia exacto do seu nascimento no céu, para as dioceses de Nairobi (onde faleceu) e Piacenza (onde nasceu), bem como para os Institutos dos Missionários e Irmãs Missionárias da Consolata da Consolata.

Autor: Emilia Flocchini
Adicionado / modificado em 01/06/2018

Site: http://www.santiebeati.it/dettaglio/95542

GRUPO VIVÊNCIA SOLIDÁRIA

Trata-se de um Grupo de Vivência Solidária de alunos que estão no Ensino Fundamental e Médio.

As atividades do Grupo são organizadas e assessoradas pela Profª. Fátima Manoela (Coordenadora do Núcleo de Orientação Religiosa). O objetivo do GVS é acompanhar os jovens alunos na formação de amizades sólidas tendo como princípios os valores evangélicos e a espiritualidade Allamaniana. Também visa proporcionar aos alunos ambiente para revisão de vida, estudo bíblico e crescimento espiritual (oração). Além disso, o GVS quer motivar e acompanhar os jovens nos seus gestos de ação missionária, sobretudo no reforço escolar e nas visitas à Creche do Centro Comunitário Nossa Senhora Aparecida e ao Asilo.

OBJETIVO - A QUEM SE DESTINA

Ser um espaço de reflexão, oração e ação missionária, tendo como referência os valores cristãos.

A todos os alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e alunos do Ensino Médio.

REUNIÕES - ATIVIDADES

Acontecem toda quarta-feira, das 13h30min às 14h30min.

Casa de Repouso - Paraíso dos Pais Toda 3ª quarta-feira do mês.

Centro Comunitário Nossa Sra. Aparecida Toda 1º quarta-feira do mês.

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Ensino Religioso não é catequese.

Por isto, no Colégio Consolata esta disciplina está estruturada de acordo com os parâmetros curriculares nacionais para a disciplina, tendo uma abordagem que contempla a diversidade religiosa. A pluralidade das religiões é um dado patente e antigo. O diálogo ecumênico e religioso, porém, é um caminho novo. Quando se admite o pluralismo religioso, vê-se o valor e o peso das diferenças e o alcance de suas riquezas. O Ensino religioso visa dar ao aluno uma formação básica, social e religiosa cristã, não se limitando a aulas sistemáticas, mas perpassando toda a atividade educativa da escola. Pode ajudar na construção dos valores que tem significação coletiva na comunidade, na superação das discriminações e preconceitos, e neste sentido, contribuir para uma educação inclusiva, em que todos (alunos, educadores e familiares) se sintam parte da comunidade escolar e social, responsáveis pela construção de uma sociedade mais justa e solidária.

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