PASTORAL

Sala de Pastoral

PROPOSTA

De modo geral, nossas ações educativas correspondem a uma das três dimensões do NOR:

Ensino Religioso: aulas que fazem parte da grade de ensino de todas as séries;

Atividades Pastorais: oportunidades de vivência religiosa como celebrações, orações, encontros, etc;

Ações Missionárias: projetos concretos de intervenção social.

Como escola Católica, o Colégio Consolata existe para evangelizar. Em outras palavras, quer trazer o Evangelho para dentro da proposta Pedagógica e aceitar os desafios de uma caminhada educativa no seguimento de Jesus.
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6).

Evangelho é a pessoa de Jesus, sua vida e mensagem. Nele buscamos os referenciais para nossa vida e missão, do jeito do Bem-Aventurado Allamano e conforme as orientações da Igreja Católica Apostólica Romana.

MARCO OPERATIVO - MISTÉRIO DA VIDA


Naturalmente, "por questões éticas e religiosas, e pela própria natureza da escola, não é função dela propor aos educandos a adesão e vivência desses conhecimentos, enquanto princípios de conduta religiosa e confessional, já que esses são sempre propriedade de uma determinada religião" (PCN - Ens. Religioso, nº 1.3.1.) mas, incentiva a despertar valores religiosos e de vida coerentes.

Evangelho, de fato, tem a ver com a vida, a nossa e dos outros, a vida de Deus e de Jesus, a vida eterna e a na terra.

Refletir sobre a vida é refletir sobre o mistério. E, através do Ensino Religioso e da Pastoral, encontrar a chave para as grandes questões da vida humana: seu próprio sentido, os problemas do mal inevitável, da frustração e do fracasso, da justiça, da responsabilidade social e da convivência. E também, para os dilemas da vida: vida/morte, crescimento/perda, aprendizagem/esforço, liberdade/compromisso, direito/dever e do amor/ódio.

CONTEXTO REAL DA VIDA

Jesus olha, interpreta e revela a realidade de seu tempo: escândalo econômico (Jo2,13-22), o escândalo político (Mt 12, 1-8; 22, 15-22), o escândalo social (Jo 8,1-11; 10, 25-27) e o escândalo religioso (Jo 4,1).

O processo educativo na fé insere-se numa situação real de tempos e lugares, pessoas e acontecimentos, filosofias e religiões que nos afetam. A educação personalizada, tão distintiva da pedagogia allamaniana, situa-se nesta dimensão: contexto real da vida dos educandos, suas famílias, amigos, cultura, nível de desenvolvimento, religião...

A pluralidade das religiões é um dado patente e antigo. O diálogo ecumênico e religioso, porém, é um caminho novo. Quando se admite o pluralismo religioso, vê-se o valor e o peso das diferenças e o alcance de suas riquezas. O diálogo religioso só faz caminho quando nasce da plena fidelidade à própria tradição e do respeito à alteridade das outras tradições.

"O Ensino Religioso necessita cultivar a reverência, ressaltando pela alteridade que todos são irmãos. Só então a sociedade irá se conscientizando de que atingirá seus objetivos desarmando o espírito e se empenhando, com determinação, pelo entendimento mútuo" (PCN - Ens. Religioso, nº 1.2.2.). É o jeito de construir a Paz.

De nossa parte, devido à metodologia allamaniana, deveríamos falar, ao invés de evangelização, de inter-evangelização. De fato, além do testamento e anúncio de Jesus Cristo, há também a proposta daqueles cuja fé é diferente da nossa, mas que, nos valores mais autênticos de sua cultura, revelam a face de Cristo e a ação do Espírito que nos interpela. A Comunidade do Colégio Consolata evangeliza e, ao mesmo tempo, se deixa evangelizar.

EDUCAÇÃO CENTRADA NOS VALORES EVANGÉLICOS

Em Jesus encontramos os critérios norteadores para a construção de um ser humano ideal e de uma nova sociedade (Mt 5,1-13) e um exemplo concreto de humanização dos diversos olhares humanos: sensibilidade, solidariedade, diálogo, superação dos preconceitos (Jo 4, 1-26).

O Ensino religioso pode ajudar na construção dos valores que tem significação coletiva na comunidade, na superação das discriminações e preconceitos, e neste sentido, contribuir para uma educação inclusiva, em que todos (alunos, educadores e familiares) se sintam parte da comunidade escolar e social, responsáveis pela construção de uma sociedade mais justa e solidária.

"A escola não pode também hoje atingir seu objetivo sem estar atenta a certos valores que caracterizam a civilização de nosso tempo: o senso do coletivo e do universal, o desejo de justiça e paz, o respeito às pessoas e às categorias sociais menos desenvolvidas, a liberdade de consciência, o anseio de promoção, a força dos grupos e o interesse pela criatividade" (Estudos CNBB, nº 6, 2.3.3)

EDUCAÇÃO RELIGIOSA COMO AÇÃO PEDAGÓGICA POR EXCELÊNCIA

Na prática de Jesus de Nazaré encontramos o exemplo típico de uma ação pedagógica que interfere no processo de construção do conhecimento, nas mediações e que se mede nos frutos gerados: o trabalho em equipe (Mt 5, 13-16); o agente educativo (Lc 8, 4-8); avaliação interativa e auto-avaliação (Mt 7); conteúdo como meio (Jo 4,1-26); a dimensão celebrativa - a oração e a eucaristia como fontes alimentadoras da atitude interna que nasce do coração da pessoa (Lc 24, 13-35).

Não é fácil fazer educação com esta ótica, numa sociedade neuroticamente competitiva, onde a tirania de padrões de status e aparência estão em níveis alucinantes. Sabemos, porém, que se o educando não encontrar caminhos para direcionar esforços, potencializar dons e interagir de forma construtiva, cairá no desânimo e na frustração.

Eis porque a Educação Religiosa no Colégio Consolata pontua alguns aspectos.

DIMENSÃO CONTEMPLATIVA

"A percepção da Transcendência é tão fundamental para o desabrochamento e amadurecimento da pessoa, que não se pode justificar humanamente uma escola que descuide, ignore, despreze ou rejeite esta dimensão inalienável do ser humano" (Revista Diálogo, nº 13, ano IV, p. 13).

"A noção de transcendência traz para a realidade do dia-a-dia questões que podem controverter o 'simulacro' político, mercadológico, administrativo e estético tão em voga. Permite uma leitura mais crítica do político, do social e do religioso. Num tempo de perplexidade como o nosso, não é pouco" (Revista Diálogo, nº 14, ano IV, p. 09).

Na tradição bíblico-cristã, a nossa grande certeza reside no fato de que Deus, gratuitamente, nos atrai para si porque nos ama. E Deus é pessoal. "...o Pessoal inominável (Pai/Javé), o Deus feito corpo, história, cosmos, carne (Jesus Cristo) e o Deus alento, entusiasmo, esperança (Espírito Santo), como bem expressa Pe. Libânio.

Oportunizar, às crianças, adolescentes e jovens, de forma didática e contínua, a experiência de transcendência, de oração que brota da vida, é fundamental. Estes vivem num mundo dinâmico, estimulador e contraditório. A oração pode ajudá-los a cultivar o senso de identidade e dignidade, um espaço de "solidão" que é criativa e energizadora.

Experienciam desafios e possibilidades enormes. A oração pode ajudá-los a enfrentar as experiências negativas, usando-as como oportunidades de aprendizagem e crescimento.

A oração favorece, sem dúvida, o cultivo do amor fraterno e um sadio e comprometido jeito de relacionar-se consigo mesmo, com o outro e com a natureza. Allamano é enfático quanto à força transformadora de oração: "Realiza-se mais em quinze minutos, depois de ter rezado, que em duas horas sem oração". "A recusa à transcendência é trágica para o ser humano, pois o torna resignado em sua mediocridade" (PCN - Ens. Religioso, p. 21).

DIMENSÃO PROFÉTICA

Na busca consciente de realizar o Reino de Deus e sua justiça, somos hoje especialmente convocados à promoção da qualidade de vida existente. Isto implica na “reafirmação da vida humana e sua inviolabilidade” (cf. EV. 5) e, ao mesmo tempo, inclui o respeito e a preservação da integridade da criação, hoje ferida de morte em seu equilíbrio ecológico.

A lista de crimes e atentados contra a vida afirmados em Gaudium et Spes, nº 27 [1] , e outros específicos de nossa era exige nosso compromisso profético. Ser profeta, hoje, portanto, envolve duas experiências paradoxais, mas complementares: indignação ética e denúncia de tudo o que desrespeita a vida e reconhecimento e anúncio dos sinais, gestos e experiências de construção da vida.

A linguagem da possibilidade floresce no campo da dimensão profética. Isto é, diante dos desafios, somos chamados a buscar alternativas possíveis assumidas coletivamente. A solidariedade e o serviço voluntário são expressões desta atitude.

[1] "Tudo o que atenta contra a própria vida, como qualquer espécie de homicídios, o genocídio, o aborto, a eutanásia e o próprio suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, as torturas físicas ou morais e as tentativas de dominação psicológica; tudo o que ofende a dignidade humana, como as condições infra-humanas de vida, os encarceramentos arbitrários, as deportações, a escravidão, a prostituição, o mercado de mulheres e jovens e também as condições degradantes de trabalho, que reduzem os operários a meros instrumentos de lucro, sem respeitar-lhes a personalidade livre e responsável: todas estas práticas e outras semelhantes são efetivamente dignas de censura". DOCUMENTO Concílio Vaticano Segundo, nº 284.

DIMENSÃO POLÍTICA

A presença aparentemente única do neoliberalismo trouxe a crise do projeto de libertação e de esperança.

Reunir, a exemplo de Jesus (Jo. 6) e organizar em grupos, propondo pequenas práticas concretas, com sucesso, é também a proposta do Bem-aventurado Allamano. É uma práxis, portanto, que assegura o horizonte utópico do Reino da Justiça e Fraternidade e, ao mesmo tempo, provoca transformações possíveis e significativas.

Assumir uma atitude positiva, crítica e lúcida diante da realidade – educação política – é necessário para aprender a conviver numa dimensão cada vez mais abrangente, até a universal. É a educação à mundialidade.

DIMENSÃO CELEBRATIVA

Celebrar é fazer memória dos acontecimentos que marcam nossa vida pessoal, comunitária e de Igreja.

Sabemos que a experiência religiosa se expressa em símbolos e se ritualiza. E mais, as experiências religiosas, em geral, convergem para a festa, para o envolvimento comunitário, para a proclamação das razões da nossa fé e esperança. “Ele está no meio de nós.” (Ts. 1, 26).

"A fé que penetra a celebração expressa-se em termos do ser humano e de Deus, porque Deus é festa" (Droguetti, 2000, p.23).

Segundo a pedagogia Paulina, a educação da fé compreende a alegria (Rm. 12,12; 14,17; 15,13) a oração (1Ts 4,17; Cl 4,2) e a gratidão (1Ts 5,18). Agradecer e celebrar libertam o coração e energizam para continuar no seguimento de Cristo.

Quando a comunidade educativa experimenta, celebra e atualiza os diversos aspectos do Mistério Pascal desenvolvidos ao longo do Ano Litúrgico, ao mesmo tempo em que se educa para o sentido de ser Igreja, que se explicita de modo supereminente na realidade da Eucaristia, com conseqüente testemunho de vida, faz a síntese entre comunhão e missão.

Para Allamano, a Eucaristia é o espaço onde nos reunimos para celebrar, em ação de graças, o que Cristo cumpriu uma vez para sempre e que se torna presente na mesma missão. É a força geradora da missão e o coração da comunhão.

DIMENSÃO UTÓPICA

Se a educação, por natureza, é utópica, com maior razão o é a educação cristã.

Educar “na esperança” ou “para a utopia” é cultivar expectativas e preparar as pessoas para que se neguem a aceitar a realidade atual como única possível e se empenhem na sua transformação. Trata-se de um imperativo ético, próprio da natureza humana. Salientamos aqui duas funções éticas: "A função crítica pelo discurso ético detecta, desmascara e pondera as realizações inautênticas da realidade humana. A função utópica projeta e configura o ideal normativo das realizações humanas. Essa dupla função concretiza-se na busca de 'fins' e de 'significados', na necessidade de utopias globais e no valor inalievável do ser humano e de todos os seres, onde ele não é sujeito nem valor fundamental da moral numa consideração fechada de si mesmo" (PCN - Ens.Religioso, p.37).

A esperança cristã, a utopia, alimenta as forças, alarga o horizonte até torná-lo universal e transcendente. Aqui nasce o cristão missionário. Aqui o carisma do Allamano toca os limites do céu e da terra e se torna Consolação. “Alguns não são capazes de alargar o coração!”, dizia ele. “Quando se espera pouco, ofende-se a Deus”.

Sua esperança é visível quando se entra na sua devoção mariana. “O desejo de Nossa Senhora é que todos se salvem.”

DIMENSÃO ECLESIAL - MISSIONÁRIA

Conforme a exortação apostólica Evangelli Nuntiandi, "nascida da missão, pois, a Igreja é por sua vez enviada por Jesus. A Igreja fica no mundo quando o Senhor da glória volta para o Pai. Ela fica aí como um sinal, a um tempo opaco e luminoso, de uma nova presença de Jesus, sacramento da sua partida e da sua permanência. Ela prolonga-o e continua-o. Ora, é exatamente toda a sua missão e a sua condição de evangelizador, antes de mais nada, que ela é chamada a continuar" (Exortação Apostólica Evangelli Nuntiandi, nº 15).

O Documento 47 da CNBB deixa bem claro o objetivo do Ensino Religioso, em grande parte das escolas católicas. “...dentro de uma dimensão antropológica visa dar ao aluno uma formação básica, social e religiosa cristã, não se limitando a aulas sistemáticas, mas perpassando toda a atividade educativa da escola. A escola católica enfrenta os desafios que a cultura coloca à fé. O ensino religioso ajuda os estudantes a conseguir a síntese entre fé e cultura, que é necessária ao processo de sua maturação na fé.” (nº 44, p.28).

A Igreja é a assembléia dos seguidores de Jesus, vocacionados à santidade. “A vocação e os ministérios são elementos fundamentais e constitutivos da Igreja” (Cong. Voc. do Brasil – p. 10).

De fato, todos, na Igreja são chamados para um determinado serviço. Todos precisam comprometer-se com a promoção da vida, dos direitos humanos, da inclusão social.

O testemunho coerente e transparente de todos os seguidores e seguidoras de Jesus, a coragem de propor a opção alegre e radical do seguimento de Jesus (através do ministério ordenado ou da vida religiosa–missionária), constitui-se um desafio.

O EDUCADOR EVANGELIZA EDUCANDO E EDUCA EVANGELIZANDO

A missão educadora – evangelizadora no Colégio Consolata, exige não só estruturas e metodologias adequadas, mas também, encontrar a chave para as grandes questões da vida humana: seu próprio sentido, os problemas do mal inevitável, da frustração e do fracasso, da justiça, da responsabilidade social e da convivência. “O homem contemporâneo acredita mais nas testemunhas do que nos mestres, mais na experiência do que na doutrina, mais na vida e nos fatos do que nas teorias. O testemunho de vida cristã é a primeira e insubstituível forma de missão.” (RM 42a ; PCN - Ens. Religioso p. 27).

Cada aula de ensino religioso, em outras palavras, traz a responsabilidade de transmitir o conteúdo com sabor de vida vivida pelo professor.

O paradigma allamaniano, de fato, é, em primeiro lugar, um desafio para os educadores. É especialmente no relacionamento destes com os alunos que os objetivos da educação, no Colégio Consolata, se realizam. Como se relacionam o professor com os alunos, como concebe o processo ensino-aprendizagem, como envolve os alunos nas atividades, na vivência dos valores, é magisterial.

"Os primeiros discípulos atribuíam a Jesus o título de Mestre, pois agia e falava para ensinar, e com ele eles aprendiam: 'Abriu-lhes a mente para que entendessem as Escrituras' (Lc 24,45). Ensinava nas sinagogas, no Templo e nas ruas. Os quatro evangelhos reiteram o testemunho unânime: Jesus é Rabbi, palavra hebraica que o grego neo-testamentário traduziu por didáskalos, o latim por magister, e chegou à nossa língua como mestre" (Revista Diálogo, nº 10, ano III, p. 26).

AVALIAÇÃO HUMANIZADORA

O horizonte da avaliação no Colégio Consolata está pautada na dimensão humanizadora. O horizonte, portanto, da avaliação no Ensino Religioso é a qualidade de vida: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em plenitude" (Jo. 10, 10).

"A avaliação parte sempre da concepção de ensino e aprendizagem. Nessa proposta a abordagem do conhecimento escolar visualiza o Ensino Religioso como algo significativo, articulado, contextualizado, em permanente formação e transformação. (...) Conjunto de atuação, que tem a função de alimentar, sustentar, orientar e adequar a intervenção pedagógica, verificando o grau de aprendizagem que foi atingido pelo educando" (PCN - Ens. Religioso, nº 2.4, p.41-42).

Tal tipo de avaliação só é viável com a participação dos alunos.

Para Celso Vasconcelos, quando a escola faz assim, ela vai além de uma exigência automática e formal, e passa a ter uma exigência muito maior que é o compromisso, a construção do conhecimento, a responsabilidade" (Revista Mundo Jovem, julho de 2001).

Por um lado, ela é processual e abrangente. Mas também, é pontual e objetivável. Compreende o conhecimento, o desenvolvimento de atividades, a participação em projetos e a convivência.

Para o educador é fonte para uma análise individual do desenvolvimento do aluno. Não tem caráter de terminalidade e oferece condições para a elaboração e reelaboração da dinâmica pedagógica.

Para os alunos ela é a possibilidade de auto-conhecimento, de valorização de si e dos outros, de posicionar-se diante dos conteúdos e valores tratados nas aulas.

Os espaços educativos, não são apenas fontes onde os alunos buscam respostas para suas perguntas, mas espaços onde a dúvida se aguça. Partir das perguntas é mais pedagógico, instigante e construtivo. E as perguntas são fornecidas pela vida concreta das pessoas, não pelas doutrinas.

Os conteúdos do Ensino Religioso (conceituais, procedimentais e atitudinais), portanto, não podem ser medidos pelo que os alunos não sabem, mas pela sua busca, seus questionamentos, pela inventividade criadora diante dos desafios.

Tornar-se consciente, é um aprendizado que podemos fazer através do método do ensaio e do erro. Fazer do erro um caminho para tornar-nos mais conscientes, só é possível mediante a avaliação personalizada. Ressaltamos que o erro não acusa culpados simplesmente. Ele pode ser um caminho para o aperfeiçoamento. Destacamos ainda que "correr riscos" pode ser uma prática necessária em educação pelo fato de despertar o entusiasmo e rovocar a participação.

O diálogo formativo com cada aluno e cada classe, conforme o Paradigma Allamaniano, se torna neste sentido, um meio por excelência de avaliação da vida.A problemática da vida é inter-disciplinar, portanto só pode ser estudada e avaliada numa dimensão contínua, brangente e dialógica.

"A união de coração e mente alivia o cansaço, produz energia, obtém a vitória. Trabalhai sempre de comum cordo e Deus abençoará os vossos empreendimentos". Pe. Allamano

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO de Educação Católica - AEC. "XVI Congresso Nacional de Educação - Escola e solidariedade: Praticando a inclusão". Cadernos da AEC no Brasil nº 72.
BÍBLIA SAGRADA. "Edição Pastoral". São Paulo, Paulus, 1990.
COMPÊNDIO VATICANO II. Constituição Pastoral Gaudium et Spes. 3ª ed, Petrópolis, Vozes, 1968.
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. "Educação Igreja e Sociedade" (Doc. 47). São Paulo, Paulinas, 1992.
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. "Igreja e Educação - Perspectivas Pastorais" (Estudos da CNBB, nº 6). 4ª ed, São Paulo, Paulinas, 1981.
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. "Congresso Vocacional do Brasil" (Documento Final). Itaici, s/ed, 1999.
DOCUMENTAZIONE IMC. "La metodologia missionaria in Giuseppe Allamano". Roma, Istituto Missioni Consolata, luglio/1983, nº 4.
FORUM Nacional Permanente do Ensino Religioso. Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) - Ensino Religioso. São Paulo, Ave-Maria, 1997.
LIBÂNIO, João B.; HEGEMÜLE, Edgard. "Mística e Missão do Professor". 3ª ed, Petrópolis, Vozes, 1998.
PAULO VI, Papa. Exortação Apostólica Evangelli Nuntiandi. Petrópolis, Vozes, 1976.
REVISTA Diálogo. Magno Vilela: "A educação cristã: das origens aos colégios católicos". maio de 1998, nº 10, ano III.
REVISTA Diálogo. Francisco Catão: "Deus pai e mãe". março de 1999, nº 13, ano IV.
REVISTA Diálogo. Ênio José da Costa Brito: "Nas sociedades modernas uma flor: a experiência religiosa". maio de 1999, nº 14, ano IV.
REVISTA Mundo Jovem. Celso Vasconcelos: "Mudar a avaliação. Sem essa de exclusão". julho de 2001, nº 318, ano XXXIV.

DIAGNÓSTICO - APRESENTAÇÃO


O Núcleo de Orientação Religiosa do Colégio Consolata está organizado da seguinte maneira:

Ensino Religioso (aulas semanais);
Pastoral Escolar (atividades específicas à vivência da fé);
Ações Missionárias (atividades que promovem a dignidade do ser humano).

CONTEXTUALIZAÇÃO

O panorama religioso no Colégio Consolata é marcado pela diversidade religiosa: Religiosidades orientais, muçulmanos, católicos, evangélicos, espíritas e praticantes de cultos afro-brasileiros fazem parte de nossa clientela. Entretanto, percebemos que essas opções religiosas, em alguns casos, são apenas modos de classificação, sem representarem uma prática efetiva de vivência de doutrina religiosa, seja qual for. Face a essa diversidade sentimos a necessidade de fazer um levantamento da realidade religiosa da nossa clientela através de um instrumento de pesquisa.

Conforme a pesquisa realizada 62,2% dos alunos são católicos. Destes, 70% participam, muitos com trabalho pastoral ou social, em uma paróquia ou comunidade da Capital. Temos alunos provenientes de 30 Paróquias. Cerca de 4,6% dos alunos pertencem a diferentes Igrejas evangélicas, 4,8% são espíritas e 2,3% participam de uma religião oriental e 26% afirmam não participar de nenhuma religião.

Um dado interessante: mais de 16% dos que responderam à enquete participam ou se dispõem a participar de trabalho voluntário tanto na área pastoral como social.

Consideramos que o Ensino religioso, as atividades pastorais e as ações missionárias são o diferencial e a identidade do colégio católico. Dessa forma é fundamental o reconhecimento dessa importância dentro de todas as atividades educativas do Colégio Consolata. Ainda sentimos que em algumas situações falta uma compreensão da educação de um modo mais abrangente, que envolve a pessoa além da informação e da dimensão intelectual.

ENSINO RELIGIOSO

Em relação às aulas de Ensino Religioso, sentimos que há a necessidade da formalização de um Projeto de Ensino Religioso que contemple desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. O que acontece atualmente é a adoção de um material didático com um fim em si mesmo no Ensino Fundamental ou a falta de uma proposta orgânica de curso no Ensino Médio. Decorre disso uma superficialidade na abordagem das temáticas de ensino-aprendizagem e o desgaste de alguns temas importantes para a formação dos alunos. Alguns assuntos tornam-se repetitivos e os alunos ficam com a sensação de que a aprendizagem religiosa não é significativa. Os alunos não conseguem, por exemplo, significar esses conteúdos na própria vida, de maneira progressiva e transformadora.

Necessitamos de uma metodologia que desperte o interesse e a curiosidade dos alunos pelo Ensino Religioso de maneira que a aprendizagem seja ressignificada.

Cabe aqui destacar que o livro didático é uma ferramenta importante nas aulas de ensino religioso pelo fato de que é um dos referenciais teóricos para a produção do conhecimento na formação religiosa do educando. Entretanto, destacamos que o livro didático deve ser sempre um meio, uma das estratégias de aprendizagem em Ensino Religioso, que sempre devem ser assumidas e orientadas pelo professor de acordo com o enfoque educativo da mística allamaniana. Isso inverte a noção do livro didático com um fim em si mesmo. Ele adquire o sentido de instrumento de aprendizagem.

Observamos que existe a necessidade de enriquecermos nossas aulas com mais momentos de interiorizarão e oração. A aceitação das turmas é muito boa quando esses momentos são propostos. Para uma eficácia maior disso, é necessário um local mais adequado. Infelizmente, a capela da escola não oferece acomodação e principalmente acústica, para a realização dessas atividades.

Em relação ao Ensino Médio, foi desenvolvido um Projeto de Ensino Religioso singular. A partir de experiências de anos anteriores, assumimos hoje uma conduta educativa baseada nas demandas surgidas nos alunos. Elas são classificadas em temáticas que são aprofundadas através de seminários apresentados por grupos de alunos. Cabe ao professor iluminar as apresentações desses seminários à luz de nosso referencial teórico. Mas também, quanto a isso, faz-se necessária uma formalização dos conteúdos (eixos conceituais) para cada série de modo a termos uma continuidade progressiva.

Notamos que a ausência de especialidade de alguns profissionais que atuam no Ensino Religioso, principalmente nas séries iniciais, é um dos fatores que dificulta o trabalho pedagógico na sala de aula. Pensamos que a atuação de professores específicos para o Ensino Religioso nas séries iniciais ou pelo menos um processo de capacitação permanente para os professores envolvidos se faz necessária.

PASTORAL ESCOLAR

A pastoral escolar do Colégio Consolata tem por objetivo a criação de espaços privilegiados e próprios que assegurem à comunidade educativa oportunidades para expressarem e vivenciarem sua opção de fé. É o caso por exemplo das celebrações litúrgicas, retiros espirituais, encontros de formação, orações, grupos de vivência cristã, etc.

Atualmente a pastoral escolar do Colégio Consolata tem realizado um trabalho de interação com outros núcleos e equipes: teatro, Educação Física, coral, banda e linha de frente, NEC, NOE, APM, o que possibilita momentos mais bonitos e significativos nos quais os próprios alunos percebem o nosso entrosamento e a dimensão maior do trabalho da Pastoral.

O envolvimento dos professores e funcionários na preparação e na realização de algumas atividades, para que possam se sentir co-responsáveis na pastoral escolar, tem sido um de nossos objetivos. Percebemos assim uma maior conscientização de que “Pastoral” somos todos nós. Porém, ainda há pessoas que não foram atingidas por esse objetivo, o que pode refletir na participação dos alunos. Esse parece ser um dos nossos maiores desafios.

Por outro lado, temos percebido uma crescente participação e envolvimento dos alunos na grande maioria das atividades. Esse aumento da participação pode estar relacionado a um aprimoramento no planejamento da pastoral escolar. Porém, ainda há alunos que não aderem às atividades. Em relação a isso, constatamos que nos mais velhos a participação é menor do que nossas expectativas apesar de haver um grupo desses alunos que permanentemente envolve-se nas atividades.

É o caso dos retiros espirituais. A adesão dos alunos é cada vez maior. Existe a solicitação de outros retiros durante o ano (mais do que três). Houve até a sugestão de retiros para os pais dos alunos. Reconhecemos que o aumento dessa demanda está relacionada a eficiência de seu planejamento e de sua organização. Para manter essa qualidade, notamos que é necessário mais tempo para preparação dos mesmos e mais participantes na equipe do NOR. A manutenção dessas atividades, feita simultaneamente ao trabalho da sala de aula, é muito desgastante. Além disso, precisamos de um maior envolvimento dos profissionais da escola no planejamento e na realização desses momentos. Quanto às orações feitas pelo interfone, temos um bom exemplo. Percebemos que elas já entraram na rotina de nossos alunos e professores. Alguns envolvem-se no seu preparo, de acordo com o calendário sugerido.

No que se refere aos Encontros de Formação (por séries) no Recanto, eles têm sido muito bem recebidos pelos alunos. Temos diversificado estratégias e temas, tentando adequá-los às necessidades e características de cada faixa etária. O trabalho conjunto de três profissionais, contribuiu para isso. Mas, nessa atividade também constatamos que a participação dos alunos mais velhos é menor do que nossas expectativas.

Destacamos a aceitação das orações e dos momentos de espiritualidade nas reuniões com os professores e funcionários. Porém, sentimos a necessidade de mais periodicidade e espaços mais específicos.

Os Grupos de Vivência Cristã (GVX-Teen e GVX-Jovem) são formados por cerca de 40 alunos dos ensinos Fundamental e Médio. Os encontros são semanais e os grupos distinguem-se pelas atividades. O GVX-Jovem é um grupo de reflexão e espiritualidade enquanto que, o GVX-Teen é um grupo de formação de lideranças e ações concretas. Destacamos que para a manutenção da identidade e perfil de cada um dos grupos é importante o apoio da escola.

AÇÕES MISSIONÁRIAS

Constituem espaços trabalhados pela comunidade escolar para manifestação concreta do espírito de missionariedade, solidariedade e de vivência fraterna e em oportunidades oferecidas à sociedade civil que promovam a dignidade do ser humano.

As atividades que envolvem gestos concretos de solidariedade são normalmente bem recebidas pelos alunos mais novos. Com os alunos mais velhos, é mais difícil a participação. Eles precisam ser mais motivados e despertados para isso.

Destacamos aqui a organização adquirida nos últimos anos quanto às Ações Missionárias do colégio. Por ocasião da Campanha da Fraternidade e do Mês Missionário temos apresentado para os alunos uma diversidade de situações missionárias que requerem a contribuição da comunidade. São os alunos de cada classe que fazem a escolha da ação que irão assumir de acordo com a sensibilidade do grupo. Embora essa característica seja positiva, não podemos ignorar o fato de que ainda nossas ações missionárias estão atreladas ao assistencialismo paliativo. Precisamos acrescentar a isso um rol de ações mais articuladas politicamente e que contribuam para a transformação das estruturas e sistemas que geram as realidades que requerem essas ações assistencialistas.

Os grupos de vivência cristã tem desenvolvido diferentes ações missionárias. O GVX-Teen implantou no Recanto Consolata um trabalho de coordenação esportiva com as crianças da vizinhança. Infelizmente, essa iniciativa não obteve muito sucesso devido a falta de regularidade dos treinamentos devido ao calendário escolar, outros eventos no recanto ou até, más condições meteorológicas. O GVX-Jovem tem sido o organizador das visitas mensais a creche do Centro Comunitário Nossa Senhora Aparecida no Jardim Peri. Alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e professores desenvolvem atividades recreativas com as crianças. Nessa ação missionária, cabe o destaque ao envolvimento da comunidade. A Empresa de Transporte Escolar - Transfere, oferece gratuitamente a condução nessas ocasiões.

Enfim, de modo geral, sentimos a necessidade de uma maior socialização do trabalho do Núcleo de Orientação Religiosa. Algo já vem sendo feito, porém esta partilha deve ser mais constante e talvez com a utilização de outras estratégias. Estamos falando por exemplo da home-page do Colégio. Temos usado muito pouco esse recurso de comunicação.

NECESSIDADE

NOR 01. Ressignificação da Proposta de Ensino Religioso;
NOR 02. Capacitação dos profissionais de Ensino Religioso;
NOR 03. Local adequado para experiências de oração;
NOR 04. Aprendizagem significativa no Ensino Religioso;
NOR 05. Espírito investigativo;
NOR 06. Capacitação na pedagogia allamaniana;
NOR 07. Envolvimento de toda a comunidade educativa nas atividades do NOR;
NOR 08. Conhecimento e vivência da Proposta de Jesus Cristo;
NOR 09. Espírito de oração;
NOR 10. Articulação política das ações missionárias;
NOR 11. Respeito à pluralidade religiosa;

GRUPO VIVÊNCIA SOLIDÁRIA

Trata-se de um Grupo de Vivência Solidária de alunos que estão no Ensino Fundamental e Médio.

As atividades do Grupo são organizadas e assessoradas pela Profª. Fátima Manoela (Coordenadora do Núcleo de Orientação Religiosa). O objetivo do GVS é acompanhar os jovens alunos na formação de amizades sólidas tendo como princípios os valores evangélicos e a espiritualidade Allamaniana. Também visa proporcionar aos alunos ambiente para revisão de vida, estudo bíblico e crescimento espiritual (oração). Além disso, o GVS quer motivar e acompanhar os jovens nos seus gestos de ação missionária, sobretudo no reforço escolar e nas visitas à Creche do Centro Comunitário Nossa Senhora Aparecida e ao Asilo.

OBJETIVO - A QUEM SE DESTINA

Ser um espaço de reflexão, oração e ação missionária, tendo como referência os valores cristãos.

A todos os alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e alunos do Ensino Médio.

REUNIÕES - ATIVIDADES

Acontecem toda quarta-feira, das 13h30min às 14h30min.

Casa de Repouso - Paraíso dos Pais Toda 3ª quarta-feira do mês.

Centro Comunitário Nossa Sra. Aparecida Toda 1º quarta-feira do mês.

ENSINO RELIGIOSO

Ensino Religioso não é catequese.

Por isto, no Colégio Consolata esta disciplina está estruturada de acordo com os parâmetros curriculares nacionais para a disciplina, tendo uma abordagem que contempla a diversidade religiosa. A pluralidade das religiões é um dado patente e antigo. O diálogo ecumênico e religioso, porém, é um caminho novo. Quando se admite o pluralismo religioso, vê-se o valor e o peso das diferenças e o alcance de suas riquezas. O Ensino religioso visa dar ao aluno uma formação básica, social e religiosa cristã, não se limitando a aulas sistemáticas, mas perpassando toda a atividade educativa da escola. Pode ajudar na construção dos valores que tem significação coletiva na comunidade, na superação das discriminações e preconceitos, e neste sentido, contribuir para uma educação inclusiva, em que todos (alunos, educadores e familiares) se sintam parte da comunidade escolar e social, responsáveis pela construção de uma sociedade mais justa e solidária.

AÇÕES MISSIONÁRIAS

Ações assumidas pela comunidade que manifestam o espírito de solidariedade e vivência fraterna.

ENCONTRO DE JOVENS

Encontros de aprofundamento espiritual, experiência de fé e encontro com DEUS.

ENCONTROS DE FORMAÇÃO

Semanalmente a Pastoral realiza um encontro com uma turma diferente no Recanto Consolata.

   DÚVIDAS?    Entre em contato: pastoral@colegioconsolata.com.br

CONHEÇA JOSÉ ALLAMANO

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CAPELA VIRTUAL

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    EQUIPE DE PASTORAL

    Sempre disposta a atender todos vocês, entre em contato conosco e saiba mais sobre o nosso trabalho.

"Deveis ser missionários nos pensamentos, nas palavras e no coração"

Padre José Allamano

COLÉGIO CONSOLATA

Fundado em 1949, o Colégio Consolata mantém uma educação de excelência que semeia ideias, cultiva valores e concretiza sonhos, priorizando a alegria do dia a dia escolar e o espírito familiar.

Horário de Funcionamento:
Segunda a Sexta-feira das 7h às 17h.

                        

ATENÇÃO!

O Colégio Consolata comunica que o serviço de transporte escolar é desvinculado do Colégio. Toda comunicação em relação ao serviço deverá ser feita diretamente com o responsável pela empresa.


Transfere - Transporte Escolar
Tio Clovis - Fone: (11) 94780-0415 / Res.: (11) 2952-9728
Tia Laura - Fone: (11) 99125-7935 / 94746-2321
Email: transfere.trans.escolar@gmail.com


Tia Fátima - Transporte Escolar
Fone: (11) 2258-4282 / Cel: (11) 99399-1521


TRANSCONSOLATA - Transporte Escolar e Turismo
Gabriela - (11) 94032-5254 - Renato - (11) 94745-0074 / Escritório - (11) 2532-3607 - Email: consolatatransportes@gmail.com

ATENÇÃO!

Os uniformes personalizados poderão ser adquiridos nos seguintes endereços:


Unifor System Moda Escolar- Fone: (11) 2976 9383.
Marli Uniformes Escolares- Fone: (11) 2959 3660.
Cléflor Confecções - Fone: (11) 2239 7527 - www.clefloruniformes.com.br.
Fábrica de Roupa de Judô- (11) 3965 1552 (sugestão)

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