José Allamano nasce em 21 de Janeiro de 1851 em Castelnuovo D'Asti, ao norte da Itália. A pequena cidade dedicava-se à agricultura e ao cultivo de vinhedo que cobriam as colinas e campos. Allamano encerra sua vida em Turim aos 16 de Fevereiro de 1926 junto ao Santuário de Nossa Senhora Consolata.
O quarto de cinco filhos, perde o pai quando ainda criança, aos três anos de idade. Como estudante foi um ótimo aluno, exemplar, e muito aplicado...
José Allamano passa sua vida em Turim, e é ali que inicia seus estudos ginasiais no Oratório de Dom Bosco, sendo o melhor da turma. Dom Bosco, descobre no garoto, de apenas onze anos, excelentes qualidades para torná-lo um membro da Sociedade Salesiana, mas o jovem Allamano tem outro ideal: "Deus me chama agora... não sei se me chamará outra vez, dentro de três ou quatro anos!" diz aos seus irmãos - e ingressa no Seminário Diocesano de Turim. Apesar da constituição física fraca, é espiritualmente forte e dedica-se com entusiasmo ao estudo e à oração. Pede sempre ao Senhor: "Torna-me santo e não somente bom".
Em 20 de setembro de 1873 é ordenado sacerdote na Catedral de Turim, com apenas vinte e dois anos de idade. Desempenha com muita fidelidade sua função sacerdotal como Professor de Teologia, Reitor do Colégio Eclesiástico e Reitor do Santuário de Nossa Senhora Consolata em Turim, pelo período de quarenta e seis anos. Tinha projetos para o mundo. Com saúde frágil, impossibilitado de partir as Missões envia outros em nome da Consolata. Em 1900 Pe. José Allamano toma a decisão de criar um instituto missionário, que obteve aprovação em 29 de Janeiro de 1901 - o Instituto Missões Consolata dos padres, Irmãos.
Em 29 de Janeiro de 1910 nasce em Turim outro instituto para as Missões, o das Irmãs Missionárias da Consolata. Com a fundação das Irmãs, o trabalho missionário se estende a outros países africanos: em 1916 para Etiópia; em 1922 para a Tanzânia; em 1924 para Somália; em 1925 Moçambique; em 1946 para o Brasil e assim, sucessivamente em outros países da Europa, África, América e Ásia. Pe. Allamano dizia que seus missionários eram portadores de esperança: "Esta é realmente obra do Senhor". Os missionários e as missionárias da Consolata est ão hoje presentes em 26 países do mundo.
Pe. José Allamano é uma das figuras mais marcantes da Igreja de Turim, no final do século passado e começo deste. Um sacerdote que soube doar tudo de si no serviço à Igreja e soube também abraçar o mundo com seu amor filial à Nossa Senhora Consolata.
Em 07 de Outubro de 1990 suas virtudes heróicas foram reconhecidas pela Igreja Católica Apostólica Romana, que o declarou Bem-Aventurado José Allamano.
A notícia da beatificação de José Allamano foi recebida com enorme felicidade pelos fiéis católicos de todo o mundo. Todavia, muitas pessoas têm dúvidas acerca de como se dá a declaração de que uma pessoa é santa. O que é necessário para tanto? Qual a diferença de um “Servo de Deus” para um “Beato”? Como a Igreja investiga a suposta santidade de alguém? A resposta é: através do processo de CANONIZAÇÃO. Vejamos, em seguida, como ele se dá.
QUAIS SÃO AS ETAPAS EM UM PROCESSO ORDINÁRIO DE CANONIZAÇÃO?
São quatro as etapas:
O Bispo Diocesano e o Postulador da Causa pedem para iniciar o Processo de Canonização. Apresentam à Santa Sé um relatório sobre a vida e as virtudes da pessoa. A Santa Sé, por meio da Congregação para a Causa dos Santos examina o relatório e dita o Decreto declarando que nada impede iniciar a Causa (Decreto “Nihil obstat”). Este Decreto é a resposta oficial da Santa Sé às autoridades diocesanas que pediram para iniciar o Processo Canônico. Obtido o Decreto de “Nihil obstat”, o Bispo Diocesano dita o Decreto de Introdução da Causa, agora, do Servo de Deus.
Esta parte do caminho compreende cinco etapas:
a) A primeira etapa é o Processo sobre a vida e as virtudes do Servo de Deus. Um Tribunal, designado pelo Bispo, recebe os testemunhos das pessoas que conheceram o Servo de Deus. Esse Tribunal diocesano não dá sentença alguma; está reservada à Congregação para a Causa do Santos.
b) A segunda etapa é o Processo dos escritos. Uma comissão de censores, designados também pelo Bispo, analisa a doutrina dos escritos do Servo de Deus.
c) A terceira etapa se inicia quando estão terminados os processos anteriores. O Relator da Causa, nomeado pela Congregação para a Causa dos Santos, elabora um documento denominado “Positio”. Neste documento, se incluem, também os testemunhos, os principais aspectos da vida, virtudes e escritos do Servo de Deus.
d) A quarta etapa é a Discussão da “Positio”. Este documento, uma vez impresso, é discutido por uma Comissão de Teólogos consultores nomeados pela Congregação para a Causa dos Santos. Depois, em sessão solene de Cardeais e Bispos, a Congregação para a Causa dos Santos, por sua vez, discute o parecer da Comissão de Teólogos.
e) A quinta parte é o Decreto do Santo Padre. Se a Congregação para a Causa dos Santos aprova a “Positio”, o Santo Padre proclama o Decreto de Heroicidade de Virtudes. O que era Servo de Deus passa a ser considerado Venerável.
a) Neste estágio, o primeiro passo é mostrar o “Venerável” à comunidade como modelo de vida e intercessor diante de Deus. Para que isto possa acontecer, o Postulador da Causa deve provar diante da Congregação para a Causa dos Santos: – A fama de santidade do Venerável. Por isso elabora uma lista com as graças e favores pedidos a Deus pelos fiéis por intermédio do Venerável. – A realização de um milagre atribuído à intercessão do Venerável. O processo de examinar este “presumido” milagre se realiza na Diocese onde aconteceu o caso e onde vivem as testemunhas. Geralmente o Postulador da Causa apresenta um caso relacionado com a medicina. O Processo de examinar o “presumido” milagre deve abarcar dois aspectos: a) a presença de um feito (a cura) que os cientistas (os médicos) deverão atestar como um feito que vai mais além da ciência e b) a intercessão do Venerável na realização do feito que apontaram as testemunhas do caso.
b) Durante a segunda etapa a Congregação para a Causa dos Santos examina o milagre apresentado. Dois médicos peritos, designados pela Congregação, examinam se as condições do caso merecem um estudo detalhado. Seu parecer é discutido pela Consulta Médica da Congregação da Causa dos Santos (cinco médicos peritos). O fato extraordinário apresentado pela Consulta Médica é discutido pelo Congresso de Teólogos da Congregação para a Causa dos Santos. Oito teólogos estudam o nexo entre o fato indicado pela Consulta Médica e a intercessão atribuída ao Servo de Deus. Todos os antecedentes e os juízos da Consulta Médica e do Congresso de Teólogos são estudados e comunicados por um Cardeal (Cardeal “Orador”) aos demais integrantes da Congregação, reunidos em sessão. Então, em sessão solene dos Cardeais e Bispos da Congregação para a Causa dos Santos dão seu veredicto final sobre o “milagre”. Se o veredicto é positivo o Prefeito da Congregação ordena a preparação do Decreto correspondente para ser submetido à aprovação do Santo Padre.
c) Na terceira etapa com os antecedentes anteriores, o Santo Padre aprova o Decreto de Beatificação.
d) Na quarta etapa o Santo Padre determina a data da cerimônia litúrgica.
e) Na quinta etapa é a Cerimônia de Beatificação.
ALLAMANO ESTÁ AQUI.
a) Já nesta fase, a primeira etapa é a aprovação de um segundo milagre.
b) Durante a segunda etapa a Congregação para a Causa dos Santos examina este segundo milagre apresentado. Requer-se que este segundo caso milagroso tenha sucedido em uma data posterior à Beatificação. Para examiná-lo a Congregação segue os mesmos passos do primeiro milagre.
c) Na terceira etapa o Santo Padre, com os antecedentes anteriores, aprova o Decreto de Canonização.
d) A quarta etapa é o Consistório Ordinário Público, convocado pelo Santo Padre, no qual informa a todos os Cardeais da Igreja e logo determina a data da Canonização.
e) A última etapa é a Cerimônia da Canonização. No ano de 2005, o Vaticano estabeleceu novas normas para cerimônias de beatificação. Em outubro de 2005, a Congregação para a Causa dos Santos deu a conhecer quatro disposições novas para as cerimônias de beatificação entre as quais, destaca sua celebração na diocese que tenha promovido a causa do novo Beato. As disposições são fruto do estudo das razões teológicas e das exigências pastorais sobre os ritos de beatificação e canonização aprovadas pelo Papa emérito Bento XVI. A primeira norma indica que enquanto o Papa presidirá os ritos de canonização, que atribui ao beato o culto por parte de toda a Igreja; os de beatificação – considerados sempre um ato pontifício – serão celebrados por um representante do Santo Padre, normalmente pelo Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos. A segunda disposição estabelece que o rito de beatificação se celebrará na Diocese que promoveu a Causa do novo beato ou em outra localidade considerada idônea. Em terceiro lugar, se indica que por solicitude dos Bispos ou dos “autores” da causa, considerando o parecer da Secretaria de Estado, o mesmo rito de beatificação poderá ter lugar em Roma. Finalmente, de acordo com a quarta disposição, o mesmo rito se desenvolverá numa Celebração Eucarística, a menos que algumas razões litúrgicas especiais sugiram que tenha lugar durante a celebração da Palavra e da Liturgia das Horas.
Rezemos para que mais milagres atribuídos à intercessão do Beato JOSÉ ALLAMANO sejam confirmados para que possamos, tão logo, anunciá-lo como santo, exemplo de discípulo de Cristo na terra enquanto Igreja Militante e colaborador das graças que não se esquece de seus irmãos militantes e padecentes enquanto Igreja Triunfante.
Posso ter muitas contas a dar a Deus, mas isso não me aflige. Fiz sempre a sua vontade sem olhar a ninguém. Disto estou seguro. O meu segredo foi procurar sempre a Deus e a sua santa vontade a qual me era manifestada através dos meus superiores...
José Allamano não era nem escritor nem orador.
Era essencialmente um guia espiritual seguro e um formador experimentado. Conheça mais sobre Allamano, faça o download do arquivo "Pontos de Luz" clicando aqui.
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